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16 de abril de 2013, 10h09

Parlamento investigará responsabilidade de Capriles em atos de violência

Opositores antichavistas provocaram distúrbios em todo país; dois jovens foram assassinados no estado de Miranda

Opositores antichavistas provocaram distúrbios em todo país; dois jovens foram assassinados no estado de Miranda

No Opera Mundi

Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela solicitou averiguação sobre a responsabilidade de Capriles em distúrbios na Venezuela (Foto: Reprodução / El Liberal)

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, informou na madrugada desta terça-feira (16/04) que vai pedir ao Parlamento uma investigação sobre a responsabilidade de Henrique Capriles nos distúrbios e atos de violência que aconteceram em todo o país desde o anúncio da vitória eleitoral de Nicolás Maduro, neste domingo (14/04).

“Nesta manhã solicitaremos que a Assembleia Nacional dê início a uma averiguação penal contra Capriles pela violência gerada em todo o país”, escreveu Cabello em sua conta no Twitter.

Diversos grupos de opositores antichavistas realizaram protestos em vários Estados venezuelanos, atacando instalações de centro médicos populares e incendiando sedes regionais do governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela). Além disso, foram registrados pela polícia diversos disparos feitos por apoiadores de Henrique Capriles contra chavistas.

O estopim para a violência teria sido o pedido do candidato derrotado para que os opositores de Nicolás Maduro não aceitassem o resultado da eleição e pressionassem o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) pela recontagem de votos.

AVN (Agência Venezuelana de Notícias) afirmou que dois jovens morreram na cidade de Baruta, no estado de Miranda, onde grupos armados atacaram os simpatizantes do chavismo.

O governador do Estado de Táchira, José Vielma Mora, denunciou a morte de um jovem, que foi assassinado com três disparos feitos por armas de fogo após discutir com grupos armados antichavistas.

O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, já havia denunciado nesta segunda-feira (15/04) que setores da oposição estão provocando atos de  violência com o intuito de desestabilizar o novo governo. Como resposta, Maduro convocou a população para “combater em paz”, com “mobilizações em todo o país”.


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