Pastor André Vitor responde acusações de assédio infantil: “Inverdades descabidas”

Acompanhado dos pais da criança, o religioso afirma que as pessoas que o acusam de assédio são “infelizes” e "vivem no esgoto"

Após a repercussão do vídeo onde aparece abraçando por trás uma criança, o pastor André Vitor publicou um vídeo para se defender e afirmou que “vomitou” com as acusações.

“Acordei com uma notícia revoltante, absurda, indigna que me embrulhou o estômago e fez que eu quase vomitasse na tela”, inicia o pastor.

Fora de contexto

Em seguida, o pastor afirma que o vídeo foi retirado de contexto e afirma que a criança em questão é “quase uma sobrinha minha”.

“Ela recebe um abraço meu, como ela está acostumada a receber de todos nós e ela se sente protegida e amada”.

Sobre o momento em que a criança se desvencilha de seu abraço, André VItor afirma que não há desconforto, mas que a atitude da criança é motivada por “uma euforia de uma brincadeira em que o Wesley (Safadão) joga uma torna na cara do Tiru (Tirulipa) e ela vai comemorar, brincar e se afasta”.

“Eu travo uma luta contra a balança”

Posteriormente, assim como havia explicado o cantor Wesley Safadão, o religioso afirma que puxa a camisa por causa de uma luta que trava contra a balança.

“Eu puxo a camisa porque eu travo uma luta contra a balança e em muitos momentos me sinto desconfortável com o meu peso”, justifica.

Os pais da criança, identificado como Bruno e Rebeca estão no vídeo e confirmam a história de que o pastor é uma pessoa presente em suas vidas.

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“Quando a gente vê uma coisa dessas a gente estranha, pois é uma coisa cotidiana nossa, um abraço a um filho meu, é um negócio que está no nosso dia a dia”, diz o pai da criança.

“O André é de dentro da nossa casa, o André é o nosso irmão e toda essa situação que ocorreu como vocês viram no vídeo, nós estávamos lá, estávamos perto, estávamos brincando e pessoas maldosas tiram coisas de onde não existem”, diz a mãe da criança que aparece no vídeo.

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“Eu só peço a Deus que possa liberar perdão para pessoas tão infelizes que tentam infernizar a vida dos outros porque vivem nos seus esgotos tentando acusar o próximo”, critica André Vitor.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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