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08 de fevereiro de 2012, 19h14

PCdoB quer “sociólogo” Netinho no Senado

O vereador-pagodeiro-apresentador de TV Netinho de Paula, do PCdoB, começou essa semana a fazer sociologia na Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O curso vai durar quatro anos, mas se tudo der certo (para ele e seu partido) terá que ser interrompido em 2010. É que o Bloquinho de Esquerda trabalha com o nome do rei da Cohab para disputar o Senado ao lado de Aloizio Mercadante.

As conversas estão avançadas; já passaram por Rui Falcão, Ricardo Berzoini, Paulinho da Força e Edinho Silva, presidente estadual do PT. O PCdoB leva tão a sério esse projeto que irá promover o músico a direção executiva estadual da legenda. Poucos quadros não-orgânicos do partido tiveram essa deferência. A articulação em torno de Netinho chamou atenção de Dilma Roussef. Em celebração pelos 28 anos do SBT, recentemente, no Guarujá, a ministra chamou o pagodeiro para uma conversa reservada. Elogiou seu desempenho na Câmara, sua votação expressiva (“a maior da coligação”) e, finalmente, pediu: “Vamos juntos percorrer a perifeira?” Silvio Santos estava por perto, mas preferiu não se intrometer. O chefe sabe, porém, que se o projeto vingar perderá seu apresentador das tardes de sábado.

“Deixo de ganhar dinheiro com a política. Antes (de ser vereador)eu fazia entre 12 e 15 shows por mês. Hoje faço no máximo seis ou sete. Passo três dias por semana dentro da Câmara – terça, quarta e quinta. Na segunda gravo o programa no SBT. Sextas venho de dia e a tarde volto a gravar. Só depois é que viajo para os shows, nos fins de semana”, conta. Para dar conta dessa rotina, Netinho tem um staff de fazer inveja a qualquer político. Dispõe de duas estruturas separadas de assessoria, uma política e outra artística. Tão separadas que, ás vezes, as duas batem cabeça. Foi o que ocorreu no caso da suposta conversa entre o músico e traficantes de Heliópolis, divulgada com alarde pela imprensa. Antes que sua limousine branca entrasse no lugar para buscar uma “princesa” para seu programa, um assessor entrou na favela para preparar o terreno. Foi prontamente surpreendido por um homem armado, provavelmente um traficante.

Rendido, explicou que era produtor do SBT, de Netinho, e que estava lá para uma gravação. Ao voltar, comentou o assunto com colegas. A história vazou e logo virou uma novela, devidamente confirmada pela assessoria . “Vi depois pela TV uma notícia do tipo: ‘Netinho rendido com arma na cabeça’. Não foi nada disso. Fui lá buscar uma princesa. Peguei a menina e saí. Foi uma pessoa da produção que entrou sem pedir licença e tomou um enquadro”, explica o pagodeiro comunista. Fórum publica um perfil de Netinho de Paula, bem como seu pensamento político, na edição de setembro.


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