sábado, 24 out 2020
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Pesquisa CNI-Ibope aponta popularidade de Bolsonaro em alta, para 40%

Apesar disso, levantamento mostra que 51% dos entrevistados não confiam no militar reformado

Pesquisa CNI-Ibope divulgada nesta quinta-feira (24) aponta que 40% dos brasileiros consideram o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) ótimo ou bom. O índice é superior aos 29% que tinham essa avaliação em dezembro do ano passado, última edição do levantamento. Os que consideram o governo regular passaram de 31% para 29%. Ele é ruim/péssimo para 29% – ante 38% em setembro do ano passado. Não souberam ou não quiseram responder 2% dos entrevistados.

A melhora na popularidade de Bolsonaro já tinha sido identificada por vários levantamentos anteriores, inclusive pela Pesquisa Fórum. O estudo do Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ratifica esse movimento.

O estudo detectou ainda que 50% dos entrevistados aprovam a maneira de governar do militar reformado – ante 41% em dezembro. Os que desaprovam passaram de 53% para 45%. No entanto, mais da metade deles, 51%, não confiam no titular do Planalto – eram 56% na última pesquisa.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas em 127 municípios entre os dias 17 e 20 de setembro de 2020. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Segundo o Ibope, a popularidade de Bolsonaro cresce mais entre os entrevistados com grau de instrução até a oitava série da educação fundamental, entre os que possuem renda familiar de até um salário mínimo, os residentes nas periferias das capitais. Boa parte desse público foi beneficiada com o auxílio emergencial pago a quem perdeu renda com a pandemia do novo coronavírus. Apesar de ter proposto um valor de R$ 200 para cada parcela, Bolsonaro acabou beneficiado pelo aumento para R$ 600 feito em acordo com o Congresso.

Áreas do governo

Apesar da melhora da popularidade, somente uma área do governo Bolsonaro tem mais aprovação do que desaprovação. É a segurança pública, em que 51% aprovam a atuação da atual gestão, ante 45% que a desaprovam.

Em segundo lugar aparece o combate à fome e à pobreza, com 48% de aprovação e 49% de reprovação, ou seja, empate técnico. Nesse quesito fica inserida a percepção com o pagamento do auxílio emergencial.

A melhora permanente nessa questão seria o combate ao desemprego. Nessa área, 37% veem como boa a atuação do governo e 60% a desaprovam. Outro setor bastante criticado inclusive internacionalmente é o meio ambiente. Aqui, há 37% de aprovação e 57% de desaprovação.

Fabíola Salani
Fabíola Salani
Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.