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26 de setembro de 2016, 19h26

PF assume que errou e codinome “JD” não se referia a José Dirceu

Durante as explicações sobre a 35ª fase da Operação Lava Jato, os investigadores disseram que a sigla “JD” se referia ao ex-chefe de gabinete de Palocci, Jucelino Antonio Dourado

Por Redação

A Polícia Federal disse durante a coletiva de imprensa desta segunda-feira (26) que o codinome “JD”  citado como beneficiário de R$ 48 milhões em propina na planilha da Odebrecht não se refere ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, como havia sido informado anteriormente pela própria PF.

Durante as explicações sobre a 35ª fase da Operação Lava Jato, os investigadores disseram que a sigla “JD” se referia ao ex-chefe de gabinete de Palocci, Jucelino Antonio Dourado. As informações foram divulgadas pelo site “Paraná Portal”.

“Esses fatos de como foram feitos os pagamentos, principalmente no local, estão sendo aprofundados. E objetivou-se com as medidas de hoje esse aprofundamento”, afirmou o delegado Filipe Hille Pace.

Em fevereiro, após a deflagração da 23ª fase da operação, batizada de Acarajé, a PF divulgou um relatório em que a associa a sigla JD ao nome do petista.

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Segundo o delegado, o erro foi descoberto depois que os investigadores cruzaram os dados da planilha com anotações da agenda do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Um número de telefone ao lado da sigla JD pertencia a Jucelino Dourado.

Na época, o advogado Roberto Podval, que defende Dirceu, afirmou que a associação feita pela PF não tinha cabimento. “Não tem nenhum cabimento. Tudo o que foi recebido pela JD Consultoria foi escriturado. Como alguém vai receber essa quantia sem que isso apareça na contabilidade?”, questionou.

Jucelino Dourado, o verdadeiro JD, foi preso nesta segunda-feira junto com o ex-ministro Antônio Palocci e outro assessor.


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