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24 de novembro de 2019, 16h21

Piñera lança projeto de intervenção militar permanente no Chile, sem precisar de Estado de exceção

A medida ainda precisa de aprovação do Congresso, mas caso seja aprovada, as Forças Armadas passariam a atuar permanentemente em tarefas de segurança interna do país. Ou seja, seria como uma intervenção militar permanente.

Sebastián Piñera (Reprodução)

Sem sucesso em suas diferentes tentativas de diminuir a insatisfação popular contra o seu governo, o presidente chileno Sebatián Piñera voltou a apostar no aumento da repressão como solução política.

Neste domingo (24), apresentou um projeto de lei que visa estabelecer uma intervenção militar permanente no país. A medida ainda precisa de aprovação do Congresso, mas caso seja aprovada, as Forças Armadas passariam a atuar permanentemente em tarefas de segurança interna do país. Ou seja, seria como uma intervenção militar permanente.

“Enquanto não tenhamos paz, enquanto não possamos garantir a ordem pública, não será possível avançar em outros temas”, disse o mandatário em um discurso durante um evento realizado na Escola de Formação de Oficiais de Carabineros (polícia militarizada chilena).

Vale lembrar que Piñera está sendo acusado de violações aos direitos humanos em dois processos na Justiça, e também em uma acusação constitucional no Congresso, por suas responsabilidades nos crimes cometidos durante o Estado de exceção que ele decretou entre os dias 20 e 27 de outubro, quando aconteceram mais de 20 mortes, dezenas de casos de estupros e centenas de casos de torturas, cometidos por militares e policiais. No caso da acusação constitucional, o processo pode terminar em impeachment do presidente.

Por ter seu cargo ameaçado, Piñera completou seu discurso dizendo que “Para que a polícia possa cumprir com sua missão precisa da ajuda de outras instituições, e o apoio do governo e da população, para que possa agir sempre respeitando os direitos humanos”.


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