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09 de janeiro de 2014, 09h51

PM de Cuiabá mata deficiente auditivo em abordagem

Jovem de 19 anos não teria atendido ordem de parar e levantar as mãos à cabeça

Jovem de 19 anos  não teria atendido ordem de parar e levantar as mãos à cabeça

Por Redação

Um jovem de 19 anos foi baleado nas costas por policiais militares na tarde desta terça-feira (7) na Avenida República do Líbano, em Cuiabá (MT). Ademar Silva de Oliveira, deficiente auditivo, foi atingido após uma abordagem feita por PMs no local. De acordo com o sargento que comandou a operação com mais dois agentes, e que não teve o nome divulgado, o rapaz não teria obedecido a ordem de parar e recebeu o tiro que teria a intenção inicial de imobilizá-lo.

O delegado Geraldo Gezoni Filho, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), é o responsável pela apuração do caso e já recebeu em depoimento a confissão do sargento que assumiu o disparo, isentando o resto de sua equipe.  De acordo com o delegado, a PM foi informada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) de que haveria um homem portando arma de fogo transitando na região, o que motivou a abordagem.

A morte causou revolta entre familiares e pessoas próximas a Ademar. O pai do rapaz, Ademar de Oliveira, disse que a ação policial foi realizada por profissionais “despreparados” para atender a uma ocorrência desse tipo. “Essa polícia está despreparada para atender ocorrências. São situações que devem ser repensadas”, lamentou ao Diário de Cuiabá.

Segundo Ademar, o filho não poderia atender à abordagem da polícia porque nasceu com deficiência auditiva, além de ter também deficiência mental. Ele recebia cuidados do pai e da irmã, e tomava medicações diárias. No dia de sua morte, ele havia pulado o muro de casa para sair à rua. “Com tanto bandido solto por aí roubando, vão matar um coitado desse?”, indignou-se em depoimento ao G1.

O jovem estaria portando um facão, o que ainda assim não justificaria a ação da forma como foi feita, de acordo com o coronel Jadir Metelo da Costa, do 1º Comando Regional da Capital. “Na hora, é muito complicado, pois trata-se de uma abordagem numa pessoa armada com arma de fogo, passível de reação de atirar nos policiais. Agora, abordar alguém armado com uma faca é outra situação”, ressaltou ao Diário de Cuiabá.


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