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01 de dezembro de 2019, 17h38

PM diz que videos apenas sugerem que houve excessos em ação que matou 9 pessoas

Caso vai ser investigado pela corregedoria da corporação

Para o porta-voz da Polícia Militar de São Paulo será muito difícil analisar se houve excesso por parte do policiais que participaram da ação que resultou na morte de nove pessoas durante um baile funk, na madrugada deste domingo (1), no bairro de Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista.

“Nós recebemos as imagens, todas as imagens estão incluídas no inquérito policial militar para ser analisadas. Não temos certeza que tudo tenha acontecido nesta madrugada. Algumas imagens nos sugerem abuso, ação desproporcional. Evidentemente, o rigor vai responsabilizar quem cometeu algum excesso, algum abuso. O relato que temos é que os policiais, para conseguirem recuar, fizeram uso de munições químicas (duas de efeito moral, mais duas de gás lacrimogênio), mais oito disparos de balas de borracha”, explicou o tenente-coronel Emerson Massera.

Na versão da Polícia Militar dois homens em um moto atiraram em uma viatura e entraram dentro do baile funk que ocorria na rua. Estima-se que cerca de cinco mil pessoas estivessem em um cruzamento das estreitas ruas do bairro paulistano.

“A fuga foi breve. (Os suspeitos) Entraram na comunidade atirando contra os policiais. A moto ainda não foi apreendida, nem os indivíduos foram presos. Todos os policiais relataram a mesma coisa. Estamos apurando se existem câmeras na região para esclarecer melhor. A tentativa de abordagem realmente se deu, isso temos comprovado pela comunicação de rádio”, disse Massera.

Ainda segundo o porta-voz, os criminosos utilizaram os frequentadores da festa como escudo humano e que o policiais teriam sido recebidos com pedras e garrafas sendo arremessadas pela comunidade. Moradores divergem dessa versão. Eles afirmam que a polícia encurralou todos que estavam na festa fechando todas as vias do local. A ação com que as pessoas que estavam na festa fossem espremidas em pequenas vielas. Com o tumulto nove pessoas acabaram morrendo pisoteadas.

Veja abaixo o vídeo que mostra o momento em que a polícia encurrala as pessoas que estavam na festa

 

O ouvidor das polícias de SP, Benedito Mariano, disse que quem ficará a frente das investigações do caso será a Corregedoria da Polícia Militar. “Já telefonei ao corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, para que seja a Corregedoria responsável pela investigação e não o batalhão onde atuam os policiais militares envolvidos neste caso gravíssimo”.

Polícia Militar instaurou inquérito policial militar (IPM) para apurar todas as circunstâncias relativas ao fato. O caso está sendo registrado no 89º Distrito Policial. Seis policiais envolvidos na ação estão prestando depoimento na tarde deste domingo.


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