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06 de maio de 2020, 20h46

PM mata com tiros de fuzil corretor de imóveis que entregava cesta básica no Rio

Policial diz que revidou após disparos de ocupantes de um carro na contramão, mas versão tem contradições e caso será investigado

Foto: Reprodução/TV Globo

Um corretor de imóveis foi assassinado com um tiro de fuzil no dia 28 de abril, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. A família diz que o crime aconteceu depois que Leandro Rodrigues da Matta foi entregar uma cesta básica a um amigo que está passando por dificuldades por causa da pandemia de coronavírus.

A Polícia Civil investiga o crime. Na delegacia, o policial militar Bruno Bahia do Espírito Santo disse que atirou porque Leandro seria bandido. Mas o depoimento tem contradições.

Leandro, de 40 anos, era casado, pai de dois filhos pequenos, e morava em Mesquita, na Baixada Fluminense. Ele coordenava uma equipe de 250 pessoas. Com a queda nas vendas, Leandro estava preocupado com os colegas.

“Os corretores só ganham quando produzem. E o Leandro, com a grande preocupação dele, comprou várias cestas básicas, identificou os corretores que estava precisando e ele ia pessoalmente entregar as cesta básicas na casa dos corretores”, disse Delmo Simões Filho, dono da corretora, em entrevista ao portal G1.

No dia 28 de abril, Leandro foi fazer uma dessas entregas. O rastreador do carro mostra que ele saiu de casa, em Mesquita, às 19h08. Às 19h36, ele deixou a cesta básica na casa do amigo, em Cordovil. Seis minutos depois, Leandro foi baleado e morto.

No registro da ocorrência, o PM Bruno Bahia alega que, por volta de 19h45, ele e outros policiais deram ordem de para a um veículo na contramão. Segundo ele,  um dos ocupantes desceu do carona fazendo disparos contra a viatura e os PMs revidaram a agressão.

Depois que a morte de Leandro foi confirmada, o caso passou para Delegacia de Homicídios (DH) e, em segundo depoimento, o PM mudou a versão. Disse que um dos bandidos, de dentro do carro, passou a dar tiros contra os policiais, enquanto o motorista tentava fugir.

Os policiais disseram ainda que depois do suposto tiroteio, levaram Leandro ainda com vida para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas ele morreu depois de dar entrada na emergência.

“Tem muitas informações desencontradas. Uns falam que foi troca de tiros com a polícia. Mas que troca de tiros da polícia foi essa que só o meu marido foi alvejado?”, questionou a mulher de Leandro, em reportagem da TV Globo.

Com informações do G1


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