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13 de janeiro de 2017, 10h18

Polícia Federal faz buscas na casa de Geddel Vieira Lima em Salvador

Geddel é um dos alvos da operação para apurar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica entre 2011 e 2013. O esquema, de acordo com a investigação, envolve também o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Geddel é um dos alvos da operação para apurar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica entre 2011 e 2013. O esquema, de acordo com a investigação, envolve também o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Da Redação com Informações do G1

A polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (13) sete mandados de busca e apreensão, entre eles um em Salvador, em imóvel do ex-ministro do PMDB Geddel Vieira Lima. Geddel é um dos alvos da operação para apurar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica entre 2011 e 2013.

A ação desta sexta, batizada de Cui Bono (a quem beneficia?, em latim), se baseia em informações encontradas em um celular em desuso apreendido pela polícia em dezembro de 2015 na residência oficial do presidente da Câmara, que na época era Eduardo Cunha.

Segundo a PF, o celular apreendido continha “intensa troca de mensagens eletrônicas entre o presidente da Câmara à época, Eduardo Cunha, e o vice-presidente da Caixa Econômica Federal de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013, Geddel Vieira Lima”.

A apreensão do celular ocorreu durante busca e apreensão realizada na Operação Cantilinárias, da qual a Cui Bono é um desdobramento.

Ainda segundo as investigações, as trocas de mensagem “indicavam a possível obtenção de vantagens indevidas pelos investigados em troca da liberação para grandes empresas de créditos junto à Caixa Econômica Federal”.

De acordo com os investigadores, o esquema investigado teve a participação também do então vice-presidente de Gestão de Ativos e de um servidor do banco. Também são alvos da investigação, segundo a PF, empresários e dirigentes do setor frigorífico, de concessionárias de administração de rodovias, de empreendimentos imobiliários e do mercado financeiro.

Os mandados da operação Cui Bono foram expedidos pela 10ª Vara Federal do DF. Inicialmente, as decisões sobre as investigações ficavam a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, após a cassação de Cunha, o caso foi remetido para a Justiça Federal porque ele perdeu foro privilegiado.


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