Polícia Federal vai investigar ameaça de morte contra Edinho Silva

Foto: José Cruz/Agência Brasil
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No perfil do ministro da Secretaria de Comunicação Social no Facebook, internauta diz que Edinho e outros petistas vão morrer. "Morrendo uns 50 petistas e comunistas, o resto foge com o rabo no meio das pernas" Por Paulo Victor Chagas, da Agência Brasil O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, foi ameaçado de morte por um internauta nesta sexta-feira (1º) no Facebook. A ameaça foi feita em um comentário em uma postagem do perfil pessoal do ministro. O usuário da rede social escreveu palavrões e disse que Edinho iria morrer. “Olha Edinho Silva, f..., quem vai morrer é você e os petistas. Vocês vão ver a democracia que vocês conhecem. Bala. Morrendo uns 50 petistas e comunistas, o resto foge com o rabo no meio das pernas. Bem o perfil de covardes”, escreveu o internauta, em uma sequência de mensagens. Após o episódio, Edinho Silva divulgou nota criticando a intolerância e o Ministério da Justiça informou que a Polícia Federal já iniciou as investigações sobre para apurar a ameaça. Ontem (31), o ministro havia dado declarações defendendo o diálogo, sob risco de a radicalização política gerar o “primeiro cadáver”. “A ameaça a mim dirigida é mais uma demonstração da avalanche intolerante que tomou conta do Brasil. Pessoas falam em matar como se fosse um ato simples, sem significado. A partir deste episódio, enfatizo a necessidade de fortalecermos o diálogo como instrumento de superação da crise política, para vencermos a intolerância e unificarmos o país, respeitando a nossa diversidade política, religiosa, de opções cidadãs, de raças, gêneros e culturais”, disse o ministro, por meio de sua assessoria de imprensa. No Facebook, Edinho Silva disse que a ameaça não o fará mudar suas convicções. “Continuarei defendendo a democracia, a legalidade, o respeito à Constituição Federal. E vou estar, em todos os espaços possíveis, defendendo que a única saída para a crise política que estamos enfrentando está no diálogo e na construção de uma agenda de unidade nacional, que seja maior que as divergências políticas e nos coloque novamente no caminho da retomada do crescimento econômico e do fortalecimento institucional. A democracia não admite atalhos, nem intolerância”, escreveu.