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11 de março de 2014, 14h16

Presos estão amarrados com cordas em delegacia do Rio Grande do Norte

Segundo Polícia Civil de Macau, as celas estão lotadas e não há algemas

Segundo Polícia Civil de Macau (RN), as celas estão lotadas e não há algemas

Por Redação

Uma das mulheres detidas amamenta seu bebê, levado a ela todos os dias pela família (Foto: Divulgação/Sinpol-RN)

Uma das mulheres detidas amamenta seu bebê, levado a ela todos os dias pela família (Foto: Divulgação/Sinpol-RN)

Pelo menos 17 pessoas – dentre elas, 3 mulheres – são mantidas presas no corredor da Delegacia de Macau, no Rio Grande do Norte, a cerca de 180 quilômetros de Natal. Por falta de algemas, todos estão amarrados com cordas. A unidade tem capacidade para abrigar 30 detidos, mas as celas estão cheias. As informações são do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública (Sinpol-RN).

Segundo representantes do sindicato, que estiveram na delegacia durante a manhã desta terça-feira (11), uma das detidas está amamentando. A criança é levada a ela todos os dias por sua família. Antes do carnaval, alguns detidos já estavam no corredor, mas a situação se agravou após o feriado.

O episódio motivou o Sinpol a procurar o Ministério Público e o Poder Judiciário para relatar o caso. Os agentes foram aconselhados a deixar o prédio, se a remoção das pessoas não acontecer. “Essa situação, além de degradante, é de total insegurança para a sociedade e para os policiais civis”, declarou Renata Pimenta, vice-presidente do sindicato.

De acordo com funcionários da delegacia, há alguns dias o número de presos era de 18, mas um conseguiu fugir. “Do jeito que está a situação, outros vão fugir a qualquer momento. Os presos estão bem perto da recepção e tem contato com qualquer pessoa que chegar na delegacia”, apontou Pimenta.

*Foto de capa: Portal Causa Operária


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