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19 de outubro de 2013, 12h00

Por trás da desinformação

Poucas discussões são tão contaminadas por preconceitos, mitos e informações desencontradas quanto a que diz respeito à política de drogas.

Poucas discussões são tão contaminadas por preconceitos, mitos e informações desencontradas quanto a que diz respeito à política de drogas. Durante muito tempo, as diretrizes da maioria dos países seguiram o conceito de “guerra”, no qual impera o proibicionismo e a repressão, com grandes somas de dinheiro investidas no aparato de segurança pública voltado para combater o que a própria lei cria.

Esta matéria faz parte da edição 126 da revista Fórum.

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Hoje, a maior parte do mundo ainda segue essa lógica, mas os ventos da mudança começam a soprar ao Norte e ao Sul do globo. Nos Estados Unidos, eleitores de dois estados, Colorado e Washington, entenderem que legalizar a maconha para uso recreativo era uma política mais eficaz do que a vigente até então. E o vizinho Uruguai busca uma outra saída para a questão, por meio do controle estatal da produção e do comércio da cannabis. Tais experiências se somam a muitas outras legislações em vigor que flexibilizam o modelo proibicionista, desde aquelas que descriminalizam o consumo passando pelas que toleram o cultivo para uso e pessoal e o consumo para fins medicinais.

Todas essas mudanças em processo e as que ainda estão sendo pensadas vêm evidenciar algo que é óbvio há muito tempo: o fracasso completo das políticas repressivas. Contudo, a despeito de seus resultados negativos, elas têm entre seus defensores setores que propagam a desinformação sobre o uso de drogas com a única finalidade de justificar um discurso do terror. São aqueles que confundem, de forma deliberada e maniqueísta, qualquer ativista que defenda a legalização ou mesmo a descriminalização com alguém que faz a “apologia” ao uso de substâncias ilícitas. Assim, interdita-se um debate crucial e continuam surgindo vítimas de um equívoco institucionalizado todos os dias.

A edição de Fórum que você tem em mãos tenta descortinar esse tema, dando uma visão nem sempre abordada por veículos da mídia tradicional, sem pretender estabe­lecer pontos de vista definitivos, mas também não contemplando uma neutralidade
de faz de conta, habitualmente adotada quando se trata do assunto. Em nossa página eletrônica, durante setembro, acompanhe também mais informações, entrevistas e artigos a respeito. A política de drogas é uma questão importante demais para ser vista apenas sob um ponto de vista. F

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