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09 de agosto de 2007, 13h48

Por ensino público gratuito e de qualidade, UNE e Ubes preparam protestos

De 20 a 24 de agosto, com outros movimentos sociais, os estudantes planejam manifestações em todos os estados.

De 20 a 24 de agosto, com outros movimentos sociais, os estudantes planejam manifestações em todos os estados.

Por Redação

A União Nacional dos Estudantes (UNE), que completa 70 anos no dia 11 de agosto e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que completou 59 em 25 de julho, têm pouco tempo para comemorar os seus aniversários. Os estudantes planejam tomar as ruas em agosto, defendendo o ensino público de qualidade e para todos. Com os principais movimentos sociais brasileiros, as entidades estudantis planejam uma extensa jornada de lutas do dia 20 a 24.

A principal atividade acontece no dia 22, com a “Passeata em defesa da Educação” que reunirá os principais movimentos sociais. Em diversas cidades, a UNE, Ubes, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), Central ùnica dos Trabalhadores (CUT), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), União Barsileira de Mulheres (UBM), sairão às ruas com uma bandeira unificada em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade.

As atividades nos estados, no entanto, já começaram. De acordo com a diretora de comunicação da UNE, Luana Bonone, algumas entidades estaduais já realizaram plenárias e reuniões, e a maioria deverá cumprir essa etapa até o próximo dia 17. Ainda acontecerão seminários, passeatas e outras atividades.

“As mobilizações nos estados têm o objetivo de envolver o maior número de estudantes possíveis. Além de realizar as plenárias estaduais, o movimento estudantil está passando nas salas, panfletando, debatendo, mostrando quais são as principais questões que estarão na pauta da nossa jornada”, declarou.

Posse das UEE‘s
A diretora da UNE adianta que os principais pontos da pauta são nacionais, mas os estados também realizarão ações que contemplem suas realidades específicas: “Acontecerão atos de ocupação em reitorias, manifestações em restaurantes universitários, e outras mobilizações”.

Outro ponto importante da jornada nos estados, segundo Luana, é antecipar a posse das Uniões Estaduais (UEEs) eleitas nos últimos Congressos. “As posses acontecem após as plenárias estaduais, dessa forma, as entidades saem fortalecidas e renovadas”, disse.

Reivindicações
A pauta de reivindicações da Jornada de Lutas foi decidida pela UNE e Ubes em conjunto com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). Ela têm 18 itens ligados ao ensino básico e superior considerados essenciais para o desenvolvimento nacional.

Em carta aprovada por 23 entidades do movimento social, a CMS pede a erradicação do analfabetismo, a ampliação do acesso à universidade e a implementação de ações afirmativas capazes de reverter o processo histórico de exclusão no país. Outras pautas importantes são a ampliação do investimento público da educação pública para no mínimo 7% do PIB, a implementação de gestões democráticas nas escolas de ensino médio – com eleições diretas para diretor – e do Passe Livre Estudantil financiado pelo lucro das empresas de transportes.

No campo universitário, a Jornada de Lutas vai reivindicar a criação do Plano Nacional de Assistência Estudantil, com recursos na faixa de R$ 200 milhões, a ampliação do financiamento das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), a luta para extinguir a cobrança de taxas e mensalidades nas Universidades públicas e a ampliação do número de vagas nas IFES, principalmente no período noturno.

Outro ponto de reivindicação de destaque é a regulamentação do ensino privado, com a aprovação do projeto de lei 6489/06, conhecido como PL da UNE, que está engavetado no Congresso Nacional. O objetivo é combater o aumento abusivo de mensalidades e a transformação da educação em mercadoria.

A agenda de mobilizações em cada estado e os contatos dos diretores, estão na página da UNE.

Estudantenet


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