Fórum Educação
26 de março de 2020, 21h37

Portugal: partido ambientalista chama Bolsonaro de irresponsável e defende cortar voos com Brasil

Para o PAN (Pessoas Animais e Natureza), presidente brasileiro demonstra falta de estratégia no combate à pandemia do coronavírus e total desprezo pela saúde do seu povo

André Silva, líder do PAN, partido ambientalista de Portugal (Foto: PAN)

O PAN (Pessoas Animais e Natureza), partido ambientalista de Portugal, apresentou hoje uma resolução em que “recomenda ao governo que, como medida de prevenção e em nome da proteção da saúde pública, proceda à suspensão dos voos de todas as companhias aéreas, comerciais ou privados, com origem do Brasil ou destino para o Brasil, com destino ou partida dos aeroportos ou aeródromos portugueses”.

Para o do PAN, o presidente Jair Bolsonaro tem “uma postura irresponsável” ao atuar para desmobilizar medidas de isolamento social no Brasil. “Não só demonstra um enorme desprezo por aquelas que têm sido as orientações da Organização Mundial de Saúde, como demonstra uma falta de estratégia no combate à pandemia e um total desprezo pela saúde e bem-estar do povo brasileiro”, afirma trecho do documento.

“Por isso, para além de merecer o repúdio inequívoco da Assembleia da República, exige a ação do governo”, considera o partido, destacando a “necessidade de conter as possíveis linhas de contágio para controlar a situação epidemiológica em Portugal”. Neste dia 26 de março, Portugal atingiu mais de 3.500 pessoas com coronavírus e 60 mortes.

Na resolução, o PAN abre exceção para aeronaves do Estado e das Forças Armadas, em voos de transporte de carga, correio, de carácter humanitário ou de emergência médica, bem como para o regresso de cidadãos e residentes, desde que com acordo prévio e supervisão das autoridades competentes.

A resolução ainda precisa ser apreciada pelo Parlamento português e pelo governo do primeiro-ministro socialista, Antonio Costa. Ontem, o principal líder da oposição, Rui Rio, do partido de direita PSD, também já tinha criticado Bolsonaro e defendido restrições nas ligações entre os dois países.

A União Europeia fechou as suas fronteiras externas, com os países que não fazem parte do chamado espaço Schengen, no último dia 17 de março, pela primeira vez na história do bloco. O fechamento da fronteira está decretado, inicialmente, para um período de 30 dias.

No entanto, Portugal manteve rotas áreas abertas com todos os países de língua oficial portuguesa, o que inclui o Brasil, e com países onde há uma comunidade portuguesa de tamanho relevante, como EUA, Canadá, Venezuela e África do Sul. 


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