Possível ida de Weintraub ao Banco Mundial causa temor entre atuais e ex-integrantes da instituição

A chegada à instituição multilateral de uma pessoa que já deu declarações se dizendo inimiga do multilateralismo por fazer o Brasil virar “piada internacional”

Uma matéria do jornal Estadão, publicada nesta sexta-feira (19), mostrou uma série de depoimentos coletados de forma reservada com atuais integrantes e ex-integrantes do Banco Mundial, sobre a possibilidade de a instituição ter como seu novo diretor executivo o ex-ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub.

Segundo a matéria, as fontes ouvidas ligadas ao organismo se disseram “chocadas” com a indicação de Weintraub, confirmada em nota pelo Ministério da Economia do Brasil.

A principal questão a respeito da chegada de Weintraub ao Banco Mundial é o fato de que se trata de uma pessoa que já deu declarações se dizendo inimiga do multilateralismo. Isso poderia fazer o Brasil virar “piada internacional”, de acordo com as figuras consultadas.

Um ex-integrante do alto escalão do Banco Mundial, que aceitou ser entrevistado em caso de reserva da sua identidade, se disse preocupado com o fato de que Weintraub terá que se adaptar ao código de ética da entidade, que impõe restrições a declarações polêmicas e uso das redes sociais de uma forma geral.

O entrevistado lembrou de recentes declarações do ex-ministro atacando a China e outros países-membro, ou defendendo teorias conspiratórias, atitudes que costumam ser muito mal vistas na instituição.

Os consultados pela reportagem também consideram pouco provável que, com a indicação oficializada, Weintraub não tenha seu nome aprovado, já que se trata de um procedimento ar de a indicação ainda ter que ser aprovada por outros países, já que, por mais que o seu nome cause polêmica, se trata de um procedimento protocolar. O Banco Mundial é um órgão multilateral integrado por 186 países-membros, e responsável pelo financiamento de projetos em países em desenvolvimento. Além disso, o ex-ministro ganhará um salário quase quatro vezes maior que o recebido em Brasília.

Outro que comentou sobre a ida de Weintraub ao Banco Mundial foi o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que lembrou o episódio em que ele foi economista do Banco Votorantim, e um dos economistas responsáveis pela quebra do mesmo, em 2009.

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