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11 de Maio de 2019, 18h43

Prefeito de NY a Bolsonaro: “Se ser radical é ir contra sua ideologia destrutiva, somos radicais orgulhosos”

Bill de Blasio, que já chamou Bolsonaro de perigoso e afirmou que o presidente brasileiro não era bem-vindo em Nova Iorque, rebateu novas críticas do capitão da reserva; rejeitado por prefeito, hotel, restaurante e empresas, Bolsonaro tenta agora homenagem no Texas

Reprodução

A troca de farpas entre o prefeito de Nova Iorque (EUA), Bill de Blasio, e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro segue a todo o vapor. Neste sábado (11), o chefe do Executivo da Bigg Apple voltou a criticar o capitão da reserva.

“Se você quiser invadir nossa cidade e se vangloriar de destruir nosso ambiente ou de como você é um ‘homofóbico orgulhoso’, os nova-iorquinos vão dizer que você falou porcaria. Se ser ‘radical’ é se levantar contra sua ideologia destrutiva, então somos radicais orgulhosos”, postou o prefeito em sua conta do Twitter.

A nova declaração de Blasio vem como resposta às críticas que o presidente brasileiro fez na quinta-feira (9) durante um café da manhã com deputados em Brasília. A fala de Bolsonaro repercutiu na imprensa estadunidense.

“Eu não poderia comparecer a uma cidade onde o chefe do Executivo, o prefeito, no caso, se comportava como um radical, promovendo e se preparando para fazer manifestações, as piores possíveis, contra a minha presença”, disse, se referindo ao fato de ter desistido de ir à Nova Iorque para receber uma homenagem da Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Persona non grata

A desistência de Bolsonaro se deu por conta da intensa campanha contra sua presença na cidade governada por Blasio.

Tudo começou quando o Museu Americano de História Natural desistiu de emprestar sua sede para o jantar após receber críticas da comunidade acadêmica.

Na sequência, o prefeito de Nova Iorque disse que Bolsonaro não era bem-vindo à cidade e o chamou de racista, homofóbico e destrutivo. A fala do prefeito veio quase que ao mesmo tempo do anuncio do restaurante de luxo Cipriani Hall, sondado pelos organizadores do evento como segunda opção, se recusando a sediar a homenagem.

Nesta semana passada, o senador democrata Brad Holyman promoveu um abaixo assinado e subiu a tag #CancelBolsonaro no Twitter para buscar adesão ao boicote da homenagem ao “homofóbico notório”.

Como se não bastasse, empresas que patrocinariam o evento cancelaram o apoio financeiro em oposição ao presidente brasileiro.

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