Prefeitura de Diadema lança programa de estudos de cultura africana e indígena nas escolas

O objetivo da nova grade curricular é combater o racismo dentro e fora dos espaços de ensino

A prefeitura de Diadema, sob o comando de Filipi Júnior (PT), lança nesta quarta-feira (24) o programa Dandara e Piatã, cujo objetivo é o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.

A iniciativa, que carrega o nome de dois símbolos de ambas as culturas (Dandara é africano, Piatã, indígena), define uma série de medidas para efetivar as leis federais 10.639/2003, 11.645/2008, que obrigam tanto escolas públicas quanto particulares a incluírem os temas na grade curricular – fato que, na prática, ainda está bastante aquém do esperado.

Para a coordenadora do programa, Vivian Vegas, a iniciativa é uma resposta da prefeitura diante da necessidade de enfrentar o racismo.

“O racismo estrutural e institucional fortemente presente no universo escolar afeta profundamente a trajetória escolar de milhões de crianças, adolescentes, jovens e adultos, e compromete a garantia do direito humano à educação. Dandara e Piatã vão enfrentar justamente esse problema com medidas claras e bastantes eficazes”, explica Vivian Vegas, coordenadora do programa.

O programa vai atuar em algumas frentes: formação de professores, aquisição de livros, utilização dos jogos de origem africana e/ou indígena como caminho de vivência curricular através do lúdico.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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