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22 de agosto de 2019, 15h57

Presidente do PSL, de Bolsonaro, se reúne com dirigentes do partido comunista chinês

O encontro entre Bivar e Li Jun chama a atenção por representarem partidos com bandeiras ideológicas totalmente opostas, o que Jair Bolsonaro deixa claro sempre que critica os "comunistas" e os coloca como "cocôs" da pátria

O presidente do PSL, Luciano Bivar, com o embaixador da China, Yang Wanming. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente nacional do partido de Jair Bolsonaro, deputado Luciano Bivar (PSL), recebeu nesta quinta-feira (22) o vice-ministro do Departamento Internacional do Partido Comunista da China, Li Jun, para “estreitar os laços partidários” e trocar “experiências de governança”.

O vice-ministro também estava acompanhado do embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para discutir com o governo brasileiro a organização do encontro de partidos políticos do BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul), a ocorrer no final de outubro, em Brasília.

O encontro entre Bivar e Li Jun chama atenção por representarem partidos com bandeiras ideológicas totalmente opostas, além de sinalizar que o Brasil caminha na contramão do alinhamento político e econômico firmado com Estados Unidos, Israel e União Europeia.

Estados Unidos e China, em especial,  chegaram ao ápice de sua guerra econômica nesta semana. Os EUA anunciaram que vão adotar tarifas de 10% sobre produtos chineses a partir de 1º de setembro, o que efetivamente taxaria a todas as exportações da China aos EUA. Chineses têm pressionado Donald Trump, aliado de Bolsonaro, para voltar atrás.

Outro agravante para este encontro entre PSL e o partido chinês é o fato de que Jair Bolsonaro carrega o histórico de criticar “comunistas”, colocados como verdadeiros “vilões” da pátria que devem ser “varridos do Brasil”. Na semana passada, durante pronunciamento em Parnaíba, no Piauí, Bolsonaro chamou os comunistas e corruptos de cocô e disse que irá acabar com todos.

“Vamos acabar com o cocô do Brasil. O cocô é essa raça de corruptos e comunistas”, disse o presidente. Sob o coro de “mito”, Bolsonaro continuou seu discurso dizendo que vai “varrer essa turma vermelha do Brasil”. “Já que na Venezuela está bom, vou mandar essa cambada para lá. Quem quiser um pouco mais para o norte, vai até Cuba”, finalizou.


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