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25 de fevereiro de 2019, 06h33

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre oculta bens da Justiça Eleitoral desde o início da vida política

Membro de família rica do Amapá que, segundo a reportagem tem mais de 100 imóveis na cidade, além de postos de gasolina, empresas e retransmissoras de TV, desde 2002, Davi vem informando aos seus eleitores ter poucos bens, às vezes nenhum

Bolsonaro cumprimenta o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Marcos Corrêa/PR)

Reportagem de Ranier Bragon e Camila Mattoso, na edição desta segunda-feira (25) da Folha de S.Paulo, informa que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP) ocultou da Justiça Eleitoral pelo menos cinco terrenos e duas casas adquiridadas em Macapá, capital do Amapá, desde o início da sua carreira política, no final dos anos 1990. Alcolumbre teve o apoio do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS), na eleição da Casa com a missão de “tratorar” a pauta em prol dos projetos do governo Jair Bolsonaro (PSL).

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Membro de família rica do Amapá que, segundo a reportagem tem mais de 100 imóveis na cidade, além de postos de gasolina, empresas e retransmissoras de TV, desde 2002, Davi vem informando aos seus eleitores ter poucos bens, às vezes nenhum.

Em 2002, 2010 e 2012, por exemplo, declarou não ter nem um centavo de patrimônio. No ano passado, quando disputou e perdeu o governo do Amapá, afirmou à Justiça Eleitoral ter R$ 770 mil —uma casa de R$ 585 mil, além de depósitos e aplicações bancárias.

Os registros cartoriais em Macapá, no entanto, mostram que desde o final dos anos 90 até pelo menos 2016 há registros de aquisições imobiliárias feitas pelo senador no centro e em condomínios residenciais da cidade.

Ao todo, a Folha localizou nos quatro cartórios escrituras e registros atestando a aquisição de cinco terrenos (nos residenciais Lagoa e Irmãos Platon) e duas casas do fim dos anos 90 até 2015. No período, houve a venda de apenas um terreno, em 2012, por R$ 42 mil.

Corretores que vendem lotes e imóveis nos mesmos conjuntos residenciais, além de funcionários, disseram avaliar em cerca de R$ 2 milhões só as duas casas, com os respectivos terrenos.

O artigo 350 do Código Eleitoral define como crime “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”. A pena é de até cinco anos de prisão e multa.

Leia a reportagem completa na Folha de S.Paulo.


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