quinta-feira, 1 out 2020
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Presidentes do Congresso e do STF decretam luto oficial por 100 mil mortes de coronavírus

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decretaram luto oficial pelos 100 mil mortos por coronavírus no Brasil.

A trágica marca foi ultrapassada no início da tarde deste sábado (8), de acordo com dados coletados nas secretarias estaduais de Saúde.

Alcolumbre disse, no Twitter, que “hoje é um dos dias mais tristes da nossa história recente”. Ele decretou luto de quatro dias.

Dias Toffoli assinou uma mensagem em nome do STF e do Poder Judiciário. “Jamais vivemos uma tragédia dessa dimensão em nosso país. São 100 mil pessoas que tinham um nome, uma profissão, projetos e sonhos”, diz trecho da nota. Toffoli decretou luto de três dias. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), citou a gestão do ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta. “Chegamos hoje à absurda marca de 100 mil mortos pela Covid-19. Número que, infelizmente, já havia sido previsto lá atrás, ainda na gestão do ex-ministro Mandetta”, postou no Twitter.

Na quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro comentou a iminente marca de 100 mil mortes no país provocadas pela pandemia do novo coronavírus.

“A gente lamenta todas as mortes. Está chegando ao número 100 mil, talvez hoje… Vamos tocar a vida. Vamos tocar a vida e buscar uma forma de se safar desse problema”, disse

100 mil mortos

O Brasil superou na tarde deste sábado (8) a trágica marca de 100 mil mortes causadas pelo coronavírus, menos de cinco meses depois de o país registrar a primeira morte decorrente da covid-19.

Segundo dados de um consórcio de jornais coletados com as secretarias estaduais da saúde, foram registradas 538 novas mortes de ontem até 13h30 deste sábado e o país já soma 100.240 mortos pela doença.

O número de casos confirmados beira os 3 milhões, com 21.732 novas notificações nas últimas 24 horas e um total de 2.988.796 pessoas infectadas desde o início da pandemia. Especialistas apontam para subnotificação e um número real de casos bastante acima deste patamar.

Considerando os dados de hoje, o Brasil tem cerca de 6,5% dos casos mundiais e 7,2% dos mortos pela doença no mundo, embora o país abrigue apenas 2,7% da população do planeta. É o segundo mais atingido, atrás apenas dos Estados Unidos.

Redação
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