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20 de agosto de 2015, 15h26

Primeiro-ministro da Grécia renuncia ao cargo e convoca eleições antecipadas

Com o anúncio de Alexis Tsipras, esta será a segunda eleição do ano para os gregos; ministro das Finanças minimiza instabilidade política no país

Com o anúncio de Alexis Tsipras, esta será a segunda eleição do ano para os gregos; ministro das Finanças minimiza instabilidade política no país

Do Opera Mundi

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou que apresentar renunciar e propôs à nação nesta quarta-feira (20/08) eleições antecipadas.

A imprensa local fala na possível data de 20 de setembro para o pleito.

“Nós estamos hoje  em uma situação sem precedentes”, afirmou Tsipras em discurso ao vivo na televisão grega. “Nós não conseguimos obter o acordo que nós esperávamos, mas foi o melhor acordo”, afirmou. “Mas eu me sinto na obrigação de submeter meu balanço ao seu julgamento. Vou perguntar ao povo grego. Vocês vão decidir quem vai dirigir o povo grego no futuro”, acrescentou à população.

A decisão vem poucas horas após o MEE (Mecanismo Europeu de Estabilidade) dar sinal verde ao desembolso inicial de 23 bilhões de euros a Atenas, possibilitando o governo grego a pagar uma dívida no valor de 3,4 bilhões de euros ao BCE (Banco Central Europeu).

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Nesta manhã, Tsipras se encontrou com assessores de alto escalão para decidir seu próximo movimento do partido governista, o de esquerda Syriza. Segundo autoridades à Reuters, a opção do premiê de propor um voto de confiança ao parlamento — especulada nos últimos dias — já foi arquivada.

Antes do encontro, o ministro das Finanças, Euclid Tsakalotos, afirmou ao parlamento que, caso sejam convocadas novas eleições, não haverá uma instabilidade política no país. “As eleições que, pelo que eu ouvi, estão próximas, não vão ser iguais às de 2012”, tranquilizou Tsakalotos.

Segundo analistas internacionais consultados pela Ansa, mesmo com a convocação, Tsipras pode se lançar candidato novamente e ganhar novo fôlego para governar a Grécia. Porém, não se sabe como outros parlamentares do Syriza vão reagir em meio ao racha dentro do partido.

Com o anúncio do premiê, esta será a segunda eleição do ano para os gregos. Em 25 de janeiro, o Syriza venceu a disputa com 36% dos votos. Como a legenda ficou a apenas duas cadeiras da maioria absoluta no parlamento (149 dos 300 assentos), ela se aliou aos Gregos Independentes, legenda da direita nacionalista, para conseguir formar uma coalizão antiausteridade.

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Na ocasião, Alexis Tsipras chegara a declarar que a troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) e austeridade eram “coisas do passado” na Grécia, prometendo renegociar a dívida pública de 321 bilhões de euros com a troika, além de encerrar com as privatizações.

(Foto: Genevieve Engel/GUE/NGL)


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