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14 de junho de 2017, 09h49

Primo de Aécio devolve R$ 1,5 milhão e mantém senador acuado por possível delação premiada

Depósito foi feito em agência da Caixa Econômica Federal em Belo Horizonte. Dinheiro faz parte dos R$ 2 milhões pedidos por Aécio Neves ao dono da JBS, em operação contra corrupção que foi gravada pela Polícia Federal

 

Por Redação                                                                                          Foto Lula Marques/AGPT

 

Os advogados do primo de Aécio Neves, Frederico Pacheco, depositaram ontem R$ 1,5 milhão numa agência da Caixa Econômica Federal em Belo Horizonte. O dinheiro seria parte dos R$ 2 milhões pedidos por Aécio a Joesley Batista, dono da JBS, e que foram objeto de operação controlada da Polícia Federal para provar o recebimento de propina pelo senador.

Frederico foi a pessoa encarregada por Aécio de receber o dinheiro, conforme aparece em gravação feita por Josley. “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, disse o senador.

Outra parte do dinheiro, R$ 480 mil, teria sido encontrada na casa da sogra de  Mendherson Souza Lima, que era funcionário do senador Zezé Perrella. Frederico e Mendherson estão presos na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Irmã de Aécio, Andrea Neves, teve sua prisão mantida pelo STF ontem no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. E Aécio Neves deve ter seu pedido de prisão preventiva analisado na próxima terça-feira pelo Supremo.

 

Delação premiada — O primo de Aécio representa um dos maiores riscos ao senador. Ele é filho do desembargador aposentado Lucas Pacheco e foi orientado por familiares a fazer delação premiada sobre os esquemas de Aécio de que tem conhecimento. Em desabafo, o pai já publicou nas redes sociais: “Aécio: Meu filho Frederico Pacheco de Medeiros está preso por causa de sua lealdade a você, seu primo. Ele tem um ótimo caráter, ao contrário de você, que acaba de demonstrar não ter, usando uma expressão de seu avô Tancredo Neves, o “mínimo de cerimônia com os escrúpulos”. Vejo agora, Aécio, que você não faz jus à memória de seu saudoso pai, o deputado Aécio Cunha. Falta-lhe, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de presidente da República. Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada”,  Lauro Pacheco de Medeiros Filho.


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