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25 de maio de 2020, 17h38

Procuradores veem indícios de crime de Bolsonaro, mas buscam detalhar objetivo da interferência na PF

Avaliação preliminar da equipe de Augusto Aras é feita com base nas provas analisadas até o momento no inquérito, diz jornal

Jair Bolsonaro e Augusto Aras (Agência Brasil)

A equipe do procurador-geral da República, Augusto Aras, vê indícios de que o presidente Jair Bolsonaro cometeu prevaricação, advocacia administrativa ou afronta a um dispositivo da lei de abuso de autoridade ao interferir na Polícia Federal.

A avaliação ainda é preliminar, mas a equipe considerou que no vídeo da reunião ministerial de 22 de abril e em outros elementos, como mensagens trocadas por celular, há evidências de que o presidente se movia pelo propósito de assegurar alguma vantagem a si próprio ou a terceiros.

A expectativa é de que, com o avanço das investigações, seja possível delimitar melhor qual é o tipo penal aplicável. Um dos desafios será identificar especificamente quem o presidente buscava beneficiar e em quais processos, o que dependerá do depoimento de testemunhas.

No entanto, segundo a equipe de Aras, tendo em vista as informações já obtidas no inquérito até o momento, em caso de denúncia, seria possível enquadrar o presidente em alguma das três infrações.

O inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal foi aberto a partir das acusações do ex-ministro Sergio Moro, quando ele pediu demissão do governo. Segundo ele, o presidente buscava interferir na PF com o objetivo blindar parentes e aliados políticos em investigações.

Com informações do jornal Folha de S.Paulo


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