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17 de novembro de 2016, 09h53

Promotor de Justiça chama estudante morto pelo pai em Goiânia de “vagabundo”

Em nova polêmica, Jorge Alberto de Oliveira Marum escreveu em sua rede social que jovem morto pelo pai por discordância sobre ocupações era “vagabundo” e que “não precisava tanto, era só cortar a mesada”.

Em nova polêmica, Jorge Alberto de Oliveira Marum escreveu em sua rede social que jovem morto pelo pai por discordância sobre ocupações era “vagabundo” e que “não precisava tanto, era só cortar a mesada”.

Por Redação

O promotor de Justiça Jorge Alberto de Oliveira Marum, em sua página no Facebook, comentou sobre a morte de Guilherme Silva Neto, de 20 anos, assassinado pelo pai por discordâncias sobre as ocupações estudantis. “Não precisava tanto. Era só cortar a mesada do vagabundo e chorar no banho”, escreveu.

promotor jovem morto pelo pai ocupação ocupaçõesNão é a primeira vez que o promotor e também professor da Faculdade de Direito de Sorocaba faz declarações polêmicas em sua rede social. Em 2015, ao comentar o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), “Violência contra a mulher no Brasil”, o promotor declarou que “mulher nasce uma baranga francesa que não toma banho, não usa sutiã e não se depila” e que então “só depois é pervertida pelo capitalismo opressor e se torna mulher”. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na época, emitiu nota de repúdio às declarações de Marum.

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Para o presidente da subseção de Sorocaba da OAB, Marcio Rogério Dias, as ocupações nas escolas são expressões da livre manifestação garantida pela democracia e que, se dentro do respeito as vias legais, é licita. Ainda de acordo com Dias, participar de movimentos ou ocupações não tornaria ninguém vagabundo ou criminoso, “nosso pensamento é de que as ocupações, sem obstruir o direito de outros e sem menosprezo ao trabalho policial, são lícitas. O que não se pode aceitar é depredação e baderna”, explica.

Foto: reprodução


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