Promotoras do caso Marielle deixam investigações

"A gente não tem um dia de paz", lamentou Anielle Franco, irmã da vereadora assassinada

As promotoras Simone Sibílio e Leticia Emile deixaram a força-tarefa que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Elas comandavam o caso desde setembro daquele ano.

Segundo informações de Chico Otavio e Vera Araújo, de O Globo, o afastamento da dupla será formalizado na segunda-feira (12), com a publicação de boletim do Ministério Público do Rio (MPRJ). “A Procuradoria-Geral de Justiça do MPRJ reconhece o empenho e a dedicação das promotoras ao longo das investigações, que não serão prejudicadas. O MPRJ anunciará em breve os nomes dos substitutos”, diz o comunicado.

A reportagem aponta que a saída das promotoras se relaciona com as negociações da delação premiada da viúva do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, Júlia Lotufo. Sibílio, Emile e o chefe da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Moysés Santana, não foram chamados para participar do processo.

Anielle Franco, irmã da ex-vereadora e diretora do Instituto Marielle Franco, lamentou a notícia em suas redes sociais.

“A gente não tem um dia de paz. Sinto muito pela saída das promotoras! Promotoras essas que eu depositava muita confiança e esperança para que elas ajudassem a resolver o caso da Mari e do Anderson! Agora eu quero saber que interferências são essas! Quem mandou matar minha irmã!??”, tuitou.

1.214 dias após a morte de Marielle, ainda não se sabe quem foram os mandantes do assassinato.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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