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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Protestos contra a detenção de Lubna adiam julgamento

O julgamento de Lubna Ahmed al-Hussein, a jornalista sudanesa que arrisca a pena de 40 chicotadas e uma multa por “atentado ao pudor” por ter vestido calças, foi adiado para 7 de setembro, graças aos protestos de dezenas de pessoas em Cartum, no Sudão. "Ser chicoteada não é uma dor, é um insulto aos seres humanos, às mulheres e às religiões", declarou Lubna Hussein.

Lubna Hussein é jornalista, trabalhava no gabinete de imprensa da ONU e tinha uma coluna no jornal nacional Kalam Rijal. Decidiu sair da ONU após a polêmica – para poder ir a julgamento – e enfrenta agora esta pena por ter entrado de calças num restaurante de Cartum, a capital do Sudão.

Na terça-feira os protestos de dezenas de pessoas contra a detenção da mulher causaram a confusão na capital. Os manifestantes consideram a lei (de 1991) arbitrária por apenas se referir a "vestuário indecente", sem especificar o que isso significa . A polícia interveio durante os protestos, lançando gás lacrimogéneo, e o julgamento que decorria nesse momento acabou por ser adiado, para acalmar a tensão. Os juízes vão indagar a ONU para saber se Lubna Hussein ainda poderá beneficiar de imunidade por ter trabalhado para a organização.

A jornalista tinha convidado diplomatas ocidentais, ativistas dos direitos humanos e colegas para o julgamento, aproveitando a mediatização do caso para alertar o mundo para aquilo que considera ser a violação da "lei constitucional e da Sharia (lei islâmica)". "Ser chicoteada não é uma dor, é um insulto aos seres humanos, às mulheres e às religiões", disse Hussein à BBC. Com ela foram detidas outras 12 mulheres acusadas do mesmo crime.

Por Esquerda.net.


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