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28 de setembro de 2016, 10h31

Reforma da Previdência deve ficar para depois das eleições, sinaliza governo Temer

Proposta de teto dos gastos públicos, que deve afetar a pauta bomba da previdência, pode sair até dia 10 de outubro.

Diante das pressões de aliados, Michel Temer pode deixar o projeto para depois do pleito para evitar prejuízos para candidatos governistas

Por Redação

Nesta terça-feira (27), o presidente empossado Michel Temer pediu que o Congresso se empenhasse na aprovação do teto de gastos públicos na semana do dia 10 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições municipais em todo o país. Com o pedido, a discussão e eventual aprovação da Reforma da Previdência deve ficar para o período pós-eleições.

O ministro da Secretaria de Governo e principal articulador de Temer, Geddel Vieira Lima, disse que o empenho nas próximas semanas se deve ao fato de o governo ter sido “atropelado pelos eventos”, como a cassação do ex-deputado Eduardo Cunha e as eleições.

O ministro argumentou ainda que o governo deve realizar encontros com setores da sociedade, como empresários e sindicalistas, nas próximas semanas, além de ter confirmado a desistência quanto ao envio da proposta de Previdência ao Congresso, antes marcada para o dia 30. Agora, deve ficar para o fim de outubro.

André Moura (PSC-SE), líder do governo Temer na Casa, aponta que há resistência de alguns partidos contra o limite de gastos para educação e saúde. Entre as siglas, está a de Paulinho da Força, o Solidariedade, que desconfia dos “argumentos do governo” de que o investimento nos dois setores crescerá acompanhando a inflação.

No entanto, uma parte do governo defende que o assunto seja discutido após o pleito para evitar prejuízos para candidatos governistas em campanha. Por outro lado, há quem acredite que o envio imediato da proposta pode sinalizar ao mercado o compromisso de Temer com o ajuste das contas públicas.

Foto: Lula Marques


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