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08 de fevereiro de 2012, 19h14

Reivindicações salariais pautam greves de metalúrgicos, bancários, funcionários de montadoras e dos Correios

Trabalhadores do setor metalúrgico do ABC somaram-se ontem aos trabalhadores dos Correios e entraram em greve também por reivindicações de ajuste salarial. Os metalúrgicos tomaram a decisão após recusarem a proposta das empresas em reajustar os salários em 5,2%, menos que o reivindicado.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC afirmou que a categoria ficará paralisada até que se aceite a proposta de aumento real em 2%, reajuste de 4,4% de inflação e 40% de abono no salário médio.

Outras categorias também estão em fase de reivindicações. Os trabalhadores das montadoras da região já chegaram em um acordo com os patrões de reajuste de 6,53%, com exceção dos trabalhadores da General Motors. Na manhã desta sexta-feira, 18, a categoria decidiu parar as atividades por reajuste entre 10% e 14,65%. A greve já começa a ser cumprida tanto pelos trabalhadores de Santo André, cujo sindicato é filiado à Força Sindical, quando pelos trabalhadores de São José dos Campos, cujo sindicato é filiado à Conlutas.

Quem também ainda não está satisfeito com as propostas apresentadas é a categoria dos bancários. A Febraban (Federação Nacional dos Bancos) havia apresentado proposta de aumentar os salários em 4,5% para 415 mil funcionários.

Os bancários rejeitaram ontem e querem que a federação aceite reajustar os salários em 10%, além de acrescentar a Participação nos Lucros e Resultados dos últimos três salários e mais R$3.850,00. Caso a Febraban não apresente outra proposta até a data da próxima assembléia dos bancários, dia 23, a categoria entrará em greve.

Correios
Quem também está paralisado são os funcionários dos Correios, que também reivindicam reajustes salariais. A categoria está paralisada desde quarta-feira, 16, e pede que os salários sejam reajustados em 41,03%, aumento que, segundo o sindicato da categoria, corresponde a perdas no poder de compra acumuladas desde agosto de 1994. Os funcionários também reivindicam aumento do piso de R$300,00 para R$640,00. Ontem 27 dos 35 sindicatos que reúnem a categoria rejeitaram a proposta de reajuste de 9% durante dois anos a partir de janeiro de 2010.

A Empresa de Correios e Telégrafos anunciou hoje, 18, que vai recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para colocar a greve na ilegalidade.

Com informações de agências.


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