Ouça o Fórumcast, o podcast da Fórum
13 de junho de 2018, 08h00

Reservatórios de São Paulo operam em níveis abaixo do período de crise hídrica em 2013

Passados dois anos, o fantasma daquele período volta a rondar com a divulgação dos dados atuais do Sistema Cantareira

Foto: Agência Brasil

A crise hídrica que abateu o estado de São Paulo em 2013 ainda é um trauma na vida do cidadão paulista que amargou dias torneiras secas e gastos (quem pôde) com caminhões-pipa que estouraram orçamentos das famílias. Passados dois anos, o fantasma daquele período volta a rondar com a divulgação dos dados atuais do Sistema Cantareira. Os reservatórios estão operando em níveis abaixo dos registrados naquele período. E pior. Os outros cinco reservatórios da Sabesp também estão em patamar abaixo do registrado naquele ano,

Contudo, a Sabesp garante que as obras realizadas em 2013, depois do caos provocado pela falta de água, serão suficientes para garantir o abastecimento até dezembro do próximo ano. Dois anos após São Paulo decretar o fim da crise hídrica, um novo período de seca intensa baixou o nível do Sistema Cantareira a um índice menor do que o de junho de 2013, período que antecedeu a escassez de 2014/2015. Os outros cinco reservatórios da Sabesp também estão em patamar abaixo ao daquela época. A companhia afirma que as obras feitas durante a crise garantem o fornecimento de água ao menos até o fim de 2019, caso a falta de chuva persista. Especialistas dizem que o quadro não é de desespero, mas defendem controlar ainda mais o consumo.

“A entrada de água está bem abaixo das médias históricas, realmente. Só que isso não se transforma em condição pior de abastecimento”, disse o superintendente de produção da água da Sabesp, Marco Antonio Lopez Barros ao “Estado de São Paulo”.

Segundo a Sabesp, as obras permitiram o remanejamento entre os sistemas. A empresa afirma que as obras permitiram a transferência de água entre as Bacias do Atibainha, Jacareí e o Sistema São Lourenço, que trata 6,4 mil litros de água por segundo, o mesmo consumido pela cidade de Curitiba.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum