Roberto Requião: Bolsonaro “perdeu o equilíbrio e precisa ser afastado”

O ex-senador também afirmou que o pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre Moraes revela "insanidade" do presidente

O ex-senador também afirmou que o pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre Moraes revela “insanidade” do presidente

O pedido de impeachment contra o ministro Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes protocolado pelo presidente Bolsonaro no Senado continua a gerar repercussão no mundo político.

Por meio de suas redes, o ex-senador Roberto Requião (sem partido/PR) afirmou que o pedido de impeachment contra Moraes “revela a insanidade do presidente”.

Requião também afirmou que o presidente “não governa, perdeu o equilíbrio e precisa ser afastado do cargo para o devido tratamento”.

STJ vê “com preocupação” pedido de impeachment contra Moraes

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) soltou uma nota onde afirma que vê com “preocupação” o pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes feito pelo presidente Bolsonaro (sem partido).

“O Superior Tribunal de Justiça vem a público expressar sua preocupação com o pedido de impeachment apresentado contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no pleno exercício de suas atribuições constitucionais”, diz a nota.

A nota do STJ pede que haja “cooperação e aproximação” entre os poderes.

“Nos termos do art. 2o da nossa Constituição Federal, os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si. O Poder Judiciário tem como função preponderante a jurisdicional, diretamente vinculada ao fortalecimento da democracia e do Estado de Direito. A convivência entre os Poderes exige aproximação e cooperação, atuando cada um nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna”, exige o comunicado.

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“Presidente segue roteiro de autocratas”

Ex-ministros da Justiça e da Defesa entregaram na tarde deste sábado (21) um manifesto em defesa da democracia ao Senado.

No documento, eles citam “crise institucional” e que o presidente Jair Bolsonaro “segue o caminho de outros autocratas”.

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O texto é assinado por Miguel Reale Jr., José Eduardo Martins Cardoso, José Gregori, José Carlos Dias, Aloysio Nunes Ferreira, Tarso Genro, Celso Amorim, Eugenio Aragão, Jacques Wagner e Raul Jungmann.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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