Rodrigo Constantino diz que João Alberto era “enorme”: “Por isso ele foi espancado, não pela cor da pele”

Após ser demitido de diversos veículos por apologia ao estupro, Rodrigo Constantino nega racismo no assassinato de homem negro no Carrefour. "Querem um George Floyd brasileiro para instigar a segregação racial no país mestiço"

Em artigo no jornal Gazeta do Povo, o colunista Rodrigo Constantino chamou a repercussão do assassinato de João Alberto Silveira Freitas por dois seguranças de uma loja do Carrefour em Porto Alegre na noite desta quinta-feira (19) de “oportunismo supremo” e disse que o homem negro foi espancado até à morte por “ser enorme” e não “pela cor da pele”.

“O homem, um sujeito enorme, teria ficha corrida na polícia e teria agredido uma funcionária do Carrefour. Por isso ele foi espancado, não pela cor da pele”, escreve Constantino.

Segundo informações divulgadas pela polícia, João Alberto teria contra ele boletins de ocorrência por violência doméstica e também teria agredido um segurança do Carrefour, o que as imagens não mostram.

Para Constantino, “querem um George Floyd brasileiro para instigar a segregação racial no país mestiço”.

“Prefiro a postura do ator Morgan Freeman e do secretário da Fundação Palmares, que vem combatendo os movimentos raciais justamente porque enxerga neles o coletivismo esquerdista que trata o indivíduo negro como mascote, como palanque, não como uma pessoa com diversas características peculiares, que não precisa se identificar apenas com base na ‘raça'”, diz o colunista, que recentemente foi demitido de diversos veículos de comunicação por apologia ao estupro.

Moro
Nas redes, Constantino ironizou o ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, por declaração sobre a violência racial no caso.

“Até tu, Brutus? Um juiz concluindo sem qualquer evidência que foi violência RACIAL? Indo na mesma direção de Doria e Lula?”, tuitou.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.