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20 de janeiro de 2014, 18h58

Rolezinho: Gilberto Carvalho pede “convivência” e recusa repressão

Ministro questiona liminares e decisão sobre barrar pessoas com base no documento ou aparência. “E como que ele vai fazer a triagem?", questiona

Ministro questiona liminares e decisão sobre barrar pessoas com base no documento ou aparência. “E como que ele vai fazer a triagem?”, questiona

Por Redação 

“Pedimos para o pessoal conversar com a direção dos shoppings”, diz Gilberto Carvalho (Foto: Reprodução/Youtube)

O ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou, em entrevista ao blogue O poder sem segredos, nesta quarta-feira (20), que é preciso “criar um tipo de convivência com os rolezinhos”.

Carvalho também falou em “orientar a molecada” mas “sem repressão”. “O que fizemos na prática: tentamos emitir sinais. Tanto na fala pública quanto conversando com o Fernando (Haddad). Pedimos para o pessoal conversar com a direção dos shoppings. Também conversamos com alguns governadores já para tentar orientar as polícias para evitar isso que eu falei de jogar gasolina no fogo.”

Embora não acredite que haja uma politização do movimento, o ministro reconhece que houve preconceito durante a reação ao rolezinho.

“As pessoas veem aquele bando de meninos negros e morenos e ficam meio assustadas. É o nosso preconceito. Evidentemente que temos que lidar com esse suposto incômodo. Mas esse incômodo não vai ser tratado adequadamente se não houver diálogo com essa molecada.”

O ministro afirmou estar enfrentando dificuldades para compreender as novas manifestações. “O que me impressiona, e eu já falo com um olhar quase cansado, é como está tendo novidade”, diz o ministro. “Nós estamos acostumados a lidar com os movimentos tradicionais. A gente fez escola nisso. Uma relação difícil, sempre tensa.”


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