Sleeping Giants promove tag contra decisão judicial que determina abertura de dados de responsáveis

#EuSouSleepingGiantsBrasil porque somos muitos, o Sleeping Giants é um movimento, não um indivíduo. O Sleeping Giants está em todos os que comentam, curtem, dão RT e que seguem cobrando por uma internet livre de ódio e de notícias falsas

O movimento Sleeping Giants, que pressiona empresas a cancelarem anúncios em sites de ódio e de fake news, iniciou nesta quarta-feira (26) uma campanha com a hashtag #EuSouSleepingGiantsBrasil contra a decisão da juíza Ana Paula Caimi, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que atendeu a um pedido do site bolsonarista Jornal da Cidade Online e ordenou a revelação dos dados dos responsáveis pelo perfil no Twitter.

“O JCO recorreu à Justiça para que o @TwitterBrasil revele nossos dados, e mesmo sem nenhum indício de ato ilícito cometido pelo movimento o Twitter está sendo obrigado a fornecer nossas identidades. Por isso vamos tuitar e explicar, Sra. juíza #EuSouSleepingGiantsBrasil”, diz o tuíte que inicia a sequência da ação promovida na rede.

“#EuSouSleepingGiantsBrasil porque somos muitos, o Sleeping Giants é um movimento, não um indivíduo. O Sleeping Giants está em todos os que comentam, curtem, dão RT e que seguem cobrando por uma internet livre de ódio e de notícias falsas. Todos nós somos Sleeping Giants”, afirma o perfil.

Autor da ação que resultou na decisão da juíza, o Jornal da Cidade Online é alvo da CPMI das Fake News no Congresso por publicação de notícias falsas.

O Sleeping Giants ganhou notoriedade no Brasil após revelar a empresas que seus anúncios estariam sendo veiculados em sites que publicam fake news. Com isso, páginas que faturavam com essa situação, como o próprio Jornal da Cidade Online, passaram a perder financiamento – por exemplo, o Banco do Brasil foi uma das empresas que suspendeu sua publicidade no meio bolsonarista devido à denúncia.

O Twitter já reagiu à decisão, dizendo que irá recorrer, afirmando que ela seria “nitidamente contraditória”, já que não foi identificada uma condita ilícita por parte dos perfis mencionados. A empresa também afirmou que “não se insurge quanto à quebra de sigilo de dados dos usuários, apenas zela para que tal medida não seja determinada de forma indiscriminada”.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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