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10 de novembro de 2019, 12h29

Steve Bannon: Lula é o maior líder da “esquerda globalista” e vai tentar parar as reformas de Bolsonaro

Bannon ainda saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro, dizendo que ele foi mal interpretado ao conclamar um novo AI-5 no Brasil. "Acho que ele está dizendo é eles não vão permitir que essa eleição seja derrubada por meios não democráticos e que certamente não vão deixar o Judiciário, junto a Lula, reverter as eleições"

Steve Bannon e Bolsonaro (Reprodução)

A liberdade do ex-presidente Lula mexeu com o xadrez político global e o movimento da extrema-direita internacional, sob o comando de Steve Bannon, já começa a mostrar os dentes para reagir.

Em entrevista a Ricardo Senra, na BBC Brasil neste domingo (10), Bannon faz duras críticas a Lula, diz que o petista é o maior líder da “esquerda-globalista” mundial e que ele vai “tentar parar o movimento de reformas” de Jair Bolsonaro.

“Agora que está livre, Lula vai virar um imã para a esquerda global se intrometer na politica brasileira. Ele é o “poster boy da esquerda globalista”. Entre todos no mundo, ele é o maior ídolo, agora que Obama está fora da política. E até Obama se referiu a ele”, diz Bannon, ressaltando o discurso tacanho que “com Lula, toda a corrupção antiga vai voltar”.

Segundo Bannon, Lula vai comandar o movimento contra as reformas neoliberais que Bolsonaro está tentando impor ao Brasi e “causar uma enorme perturbação política no Brasil”.

“Tentar parar o movimento de reformas de Bolsonaro, que claramente se contrapõe a muito da corrupção que emanava no escândalo da Lava Jato e outros. A reforma da Previdência, toda a reestruturação financeira, e a retirada da corrupção do sistema. Segundo, acho que Lula vai tentar criar problemas sobre a Amazônia”.

Bannon ainda saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro, dizendo que ele foi mal interpretado ao conclamar um novo AI-5 no Brasil contra o que chamou de “radicalização das esquerdas”.

“O que eu acho que ele está dizendo é eles não vão permitir que essa eleição seja derrubada por meios não democráticos e que certamente não vão deixar o Judiciário, junto a Lula, tentar por meios não democráticos reverter as eleições”, afirmou.

Indagado sobre a corrupção no PSL e sobre a derrota da extrema-direita na Argentina, que mostra o enfraquecimento do movimento no mundo, Bannon tergiversou e não respondeu as perguntas.

“O grupo que diz que o movimento está enfraquecendo é o mesmo grupo de defensores da ordem estabelecida que estavam errados no começo. Eu sei que a BBC, a The Economist, o Financial Times, o New York Times, iriam todos amar ver o movimento acabar. Mas não vai acabar. Vai ficar mais forte todos os dias”.

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