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02 de fevereiro de 2012, 09h48

STF retoma julgamento sobre extradição de uruguaio acusado por tortura

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira, 30, o julgamento de dois pedidos de extradição do major uruguaio Manoel Cordeiro Piacentini, acusado de ter participado da Operação Condor, responsável por mortes e desaparecimentos de opositores de ditaduras militares sul-americanas, na década de 1970.

Um dos pedidos de extradição foi protocolado pelo governo da Argentina e o outro pelo Uruguai. O major do Exército uruguaio foi preso em Santana do Livramento (RS) no dia 26 de fevereiro de 2007.

O julgamento, interrompido por um pedido de vista do ministro Cezar Peluso, está com com quatro votos contra um desfavorável ao pedido de extradição.

O major Manoel Piacentini é acusado por seqüestro de presos políticos e por crimes contra os direitos humanos durante a ditadura militar na Argentina. Ele teria participado de pelo menos 32 casos de torturas contra prisioneiros do campo de detenção clandestino Automotores Orletti, entre maio e novembro de 1976.

A defesa do major alega que ele teria recebido indulto do governo brasileiro, o que o livraria de cumprir qualquer condenação imposta pela Justiça. Os advogados argumentam ainda que a Argentina não informou os crimes que ele teria cometido. A defesa diz também que os supostos atos praticados por Manoel Piacentini seriam crimes políticos -e não comuns. Outra alegação da defesa é que ele havia sido absolvido pela Justiça argentina na década de 1990.

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