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22 de janeiro de 2014, 13h44

Suécia se nega a sediar os Jogos Olímpicos de Inverno 2022

Primeiro-ministro do país e prefeito de Estocolmo se manifestaram contra o evento

Primeiro-ministro do país e prefeito de Estocolmo se manifestaram contra o evento

Por Redação

59% dos moradores da capital sueca ainda gostariam que o evento fosse realizado (Wikimedia Commons)

A capital da Suécia, Estocolmo, poderia se candidatar a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno 2022, mas os partidos políticos do país rejeitaram a proposta. O primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt e o prefeito de Estocolmo Sten Nordin também foram contra a possibilidade de sediar o evento. A justificativa é a de que o Suécia possui outras prioridades, além do que a organização dos Jogos teria um alto custo.  

Os debates sobre a realização do evento começaram em novembro ano passado, quando foi lançada a pré-candidatura de Estocolmo. Segundo o site BBC Brasil, os partidos suecos consideraram as projeções do Comitê Olímpico irrealistas, devido ao excesso de otimismo em relação às vendas de bilhetes. Entretanto, a maioria da população apoia os Jogos. Em uma pesquisa publicada pelo Dagens Nyheter, 59% dos entrevistados eram favoráveis a sediar o evento.

“Precisamos priorizar outras necessidades, como a construção de mais moradias na cidade”, declarou Nordin ao Dagens Nyheter. O secretário-municipal de Meio Ambiente de Estocolmo, Per Ankersjö, também defendeu essa posição ao jornal: “Quando se trata de custos deste calibre, os cidadãos que pagam impostos exigem de seus políticos mais do que previsões otimistas e boas intuições. Não é possível conciliar um projeto de sediar os Jogos Olímpicos com as prioridades de Estocolmo em termos de habitação, desenvolvimento e providência social”.

Para realizar os Jogos Olímpicos de Inverno, o Comitê orçou 10 bilhões de coroas suecas, o que equivale a aproximadamente R$ 3,6 bilhões. Por isso, o Partido Democrata Cristão (Kristdemokraterna) criticou a possibilidade de Estocolmo ser sede. No sábado (18), foi comunicado que o partido considerava de grande risco financeiro a especulação com o dinheiro dos contribuintes. Um dos motivos que levaram à rejeição foi o risco de prejuízo, que seria coberto por recursos públicos.

Ainda em novembro do ano passado, a cidade alemã Munique também rejeitou a possível candidatura à sede do evento. Em um referendo popular, 52% da população votou contra a proposta. Restaram Oslo (Noruega), Pequim (China), Cracóvia (Polônia), Almaty (Cazaquistão) e L’viv (Ucrânia) na disputa pela sede.


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