Suplicy dá invertida educada à resposta grosseira de Bia Doria ao convite para audiência pública

Vereador convidou primeira-dama Bia Doria para audiência pública e recebeu, como resposta, série de indagações sobre suas ações. Suplicy, então, enumerou luta junto à população mais vulnerável e reforçou pedido de conversa

O vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) divulgou neste sábado (4) em suas redes sociais réplica à reposta da primeira-dama de São Paulo, Bia Doria, ao convite feito no dia anterior por ele para participação em uma audiência pública depois que a esposa do governador João Doria (PSDB) dizer que “não é correto chegar na pessoa que está na rua e dar marmita”

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“Estou doando todo meu tempo, minhas energias para este trabalho, que contrariando o que senhor fala, conheço muito bem e sei o que estou fazendo. E o senhor que tem salário, o que o senhor tem doado para essas pessoas? Quantas pessoas tirou da rua e deu dignidade? Quantas pessoas o senhor encaminhou para um trabalho digno? Quantas casas o senhor conseguiu para essas pessoas?”, indagou Bia Dória, em resposta grosseira ao vereador.

Extremamente educado, Suplicy respondeu com uma invertida na primeira-dama, dizendo que a carta enviada a ela “foi escrita em termos respeitosos, aliás como sempre agi com o Governador João Dória, em especial quando ele foi eleito prefeito e eu fui eleito o mais votado vereador da história de São Paulo e do Brasil”.

“Mesmo sendo de partido da oposição e formulador de severas críticas, como por exemplo, quando em maio de 2017, ele e o Governador Geraldo Alckmin, realizaram uma operação com 900 policiais para “acabar com a cracolândia”, com bombas e cassetetes, inteiramente frustrada, sempre nos tratamos com respeito e atitude de construção”.

Suplicy ainda enumerou parte de seu histórico de trabalho junto à população mais vulnerável e o trabalho que tem feito durante a pandemia.

“A senhora me pergunta se faço alguma doação. Esteja informado que nesta pandemia do coronavirus, com o meu voto, nós vereadores estamos doando parcela de nossos salários para os programas de combate á Covid-19 e para assistência à população pela PMSP. No meu caso, minha contribuição é de 45% de meu salário. A senhora me pergunta quantas pessoas tenho ajudado. Convido-a para visitar o meu gabinete onde, em tempos normais da CMSP, é visitado diariamente por dezenas de paulistanos, muitos em situação de carência, em busca de soluções. Todos são ouvidos com atenção e, na medida do possível, encaminhados para a resolução de seus problemas. Costumo escrever cartas de apresentação sobre a história da pessoa a quem possa interessar, pois tenho por norma não solicitar emprego para o setor público ou privado. Eu gostaria de lhe apresentar a Senhora Janaína Xavier, que está grávida de oito meses de seu nona criança, tendo ela mais 4 adotados, e que está para ser despejada de uma ocupação na Avenida Rio Branco. Estou fazendo um apelo ao proprietário do imóvel, onde estão cerca de 20 famílias, para que dê um prazo de pelo menos um mês para que ela encontre uma solução de moradia”.

Por fim, o vereador reforça o convite para uma conversa e propõe ações para abrigo das pessoas em situação de risco durante a pandemia no inverno, como o uso da estrutura montada no Pacaembu para o hospital de campanha, que foi desativado.

“Gostaria de conversar também sobre a possibilidade de o Hospital que foi montado sobre cabanas, no Pacaembu, com 200 leitos, desativado no início desta semana, possa ser utilizada para acolher idosos e pessoas carentes em situação de rua neste inverno”.

Leia a resposta de Suplicy na íntegra

https://www.facebook.com/eduardosuplicy/posts/3360166414089648
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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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