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06 de janeiro de 2020, 20h35

Surpresinha: Fernández descobre outra dívida deixada por Macri, de 151 milhões de dólares

O ex-presidente da Argentina, que já foi descrito como modelo por João Doria, Miriam Leitão e pelo MBL por seguir a cartilha neoliberal, teve mais um dos seus desastres revelados por um meio de imprensa local

Foto: Prensa Presidencia

Achou que Mauricio Macri deixou a Argentina com uma dívida milionária só com o FMI? Achou errado, boludo! Nesta segunda-feira (6), o periódico local El Destape revelou que o governo neoliberal encerrado em dezembro passado também entregou ao seu sucessor uma dívida com a ONU.

É isso mesmo que você leu: o governo de Mauricio Macri, outrora ícone da direita brasileira, deixou de pagar as cotas que os países devem quitar anualmente para fazer parte das entidades internacionais, durante os anos de 2017, 2018 e 2019, acumulando uma dívida total de 151 milhões de dólares.

De acordo com o relatório oficial, as cotas se referem à participação da Argentina como membro de entidades como a própria ONU (Organização das Nações Unidas), a OMS (Organização Mundial da Saúde), OIT (Organização Internacional do Trabalho), FAO (Agência da ONU para a Agricultura e Alimentação), UNESCO (Agência da ONU para a Educação, Ciências e Cultura), tribunais de justiça internacional, entre outras.

A matéria do El Destape também explica que esta nova dívida deixada por Macri só não é maior por causa do método utilizado para se manter como membro vigente: durante esses três últimos anos, o governo pagou apenas o valor mínimo, suficiente para não perder direito a voto nas entidades em que participa.

Além desses 150 milhões de dólares com a ONU, o governo neoliberal de Mauricio Macri também deixou ao seu sucessor, o peronista Alberto Fernández, uma dívida gigantesca com o FMI (Fundo Monetário Internacional), por um total de 44,3 bilhões de dólares. A dívida só não é maior porque Fernández, em novembro, já como presidente eleito, abriu mão da última remessa programada pelo acordo entre Macri e o Fundo, de mais 12 bilhões de dólares.

Em sua posse, Fernández afirmou que pretende renegociar todas as dívidas deixadas pelo seu antecessor durante este ano de 2020.


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