Suspeito: TRF marca julgamento do juiz Marcelo Bretas

O motivo é a delação do advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho, que teria mencionado um esquema de vantagens no braço fluminense da Lava Jato

A 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região julgará, na próxima quarta-feira (19), pedido de suspeição do juiz Marcelo Bretas feito pelo advogado Luís Alexandre Rassi, que terá de depor em inquérito que investiga as atividades de Nythalmar Dias Ferreira Filho.

Nythalmar é investigado sob a acusação de usar o nome do Juiz da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro para oferecer facilidades a alvos da operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Rassi argumenta que Bretas deve se declarar suspeito para garantir a higidez do julgamento de uma ação penal contra o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau que é seu cliente.

De acordo com a tese com a defendida por Luís Alexandre Rassi, a investigação em que terá que depor como testemunha só pode seguir por duas direções. Ou se chegará à conclusão de que Bretas é vítima de crimes levados a cabo com o uso indevido de seu nome “ou que o mesmo é coautor de delitos praticados pelo advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho”. Para ele, em ambas as situações é preciso reconhecer a suspeição de Bretas.

Com informações do Conjur.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).