Talibã decapita jogadora de vôlei e divulga imagens na web

Mahjabin Hakimi era uma das principais jogadoras do time de Cabul e foi executada ao tentar fugir do Afeganistão

Foto: reprodução redes sociais
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A jogadora de vôlei Mahjabin Hakimi foi executada pelo Talibã. De acordo com o jornal The Persian Independent, a atleta foi decapitada pelo grupo fundamentalista que controla o Afeganistão desde julho.

Além disso, o The Persian Independent afirmou que Hakimi foi executada pelos jihadistas no começo de outubro e que o caso não foi divulgado antes por "questões de segurança".

A atleta era uma das principais jogadora da equipe municipal de Cabul. A confirmação de que as imagens que circulam pelas redes seriam do corpo de Hakimi foi dada pelo portal britânico "Daily Mail".

O jornal The Persian Independent afirma que Hakimi foi executada pelo fato de ter praticado esportes sem estar vestindo o hijab e também pelo fato de ter origem Hazara, povo da Mongólia que é perseguido pelo Talibã.

Porém, o técnico de Hakimi, Suraya Afzali, apresenta outra versão. Ele declarou que ela foi capturada ao tentar fugir do Afeganistão após o Talibã retomar o poder.

“Todas as jogadoras do time de vôlei e o resto das atletas femininas estão em uma situação péssima e estão desesperadas e vivem com medo”, declarou o técnico ao Mirror.

Na reportagem o The Mirror destaca o fato de que as informações sobre Hakimi estão “desencontradas” e há mais de uma versão sobre as circunstâncias que envolvem a sua decapitação pelo Talibã.

“O Talibã está caçando e executando as pessoas LGBT”

Vivendo na Turquia, Artemis Akbari se juntou com outras pessoas LGBT do Afeganistão e do Irã e hoje fazem militância a partir da Radio Ranginkaman, ferramenta que utilizam para fazer contato com as pessoas LGBT afegãs e iranianas, bem como ajudá-las com dinheiro e a deixar os seus respectivos países.

Quando perguntamos sobre as declarações de líderes do Talibã sore terem mudado e que atualmente “respeitam os direitos humanos”, Artemis foi enfático e afirmou que eles estão mentindo. “Recentemente, um jurista do Talibã deu uma entrevista para um emissora alemã e nessa entrevista ele declarou que existem duas punições para os relacionamentos homossexuais: apedrejamento até a morte ou derrubar um muro em cima da pessoa”, declarou o ativista afegão.

A entrevista com Artemis Akbari pode ser conferida na íntegra aqui.

Com informações do Terra e The Mirror