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16 de julho de 2016, 11h40

Tentativa de Golpe na Turquia deixa 265 mortos e milhares de feridos

Presidente Turco, Erdogan, acusou o clérigo mulçumano Fethullah Güllen de ser o idealizador do golpe. Güllen nega.

Presidente Turco, Erdogan, acusou o clérigo mulçumano Fethullah Güllen de ser o idealizador do golpe. A organização negou participação.

Por Redação

A população turca saiu às ruas para defender o país da tentativa de um golpe articulada por militares que começou na tarde da última sexta-feira, (15). Na manhã deste sábado, (16), o Primeiro-Ministro turco, Binali Yldirim, que havia denunciado a tentativa de um golpe, deu uma entrevista coletiva onde falou que 2.839 militares suspeitos de estarem envolvidos com essa articulação foram presos.

Ele afirmou ainda que 265 pessoas foram mortas. Destas, ao menos 47 eram civis. Segundo informações da BBC, os militares abriram fogo contra as pessoas na Praça Taskim e em uma das pontes que davam acesso à Europa e que haviam sido bloqueadas pelos militares.

O presidente, Recep Tayyip Erdogan, que estava de férias no momento em que o golpe começou, chegou a Istambul na madrugada deste sábado. Ele deu uma entrevista coletiva no aeroporto onde falou que ainda não há informações sobre o paradeiro de Hulusi Akar, chefe das Forças Armadas. Hulusi foi sequestrado pelos golpistas.

Para Erdogan, o líder do golpe é o clérigo mulçumano Fethullah Güllen, que está auto exilado nos EUA há mais de 10 anos. Güllen nega envolvimento com o golpe. O clérigo encabeça o movimento Hizmet, que foi considerado “terrorista” pelo governo turco este ano.

O governo do presidente Erdogan está no poder desde 2003 e sofre resistência de diversos setores da sociedade nos últimos anos.

Foto de Capa: Reprodução


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