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19 de setembro de 2014, 11h55

Torcedora do Grêmio fará curso de educação racial

Patrícia Moreira, envolvida em ato racista contra o goleiro Aranha, terá aulas na Central Única de Favelas

Patrícia Moreira, envolvida em ato racista contra o goleiro Aranha, terá aulas na Central Única de Favelas

Por Redação

Patrícia teve a casa queimada (Foto: Reprodução)

Patrícia teve a casa queimada (Foto: Reprodução)

A torcedora gremista Patrícia Moreira, que gritou a palavra “macaco” para o arqueiro alvinegro” nas oitavas de final da Copa do Brasil entre Santos e Grêmio, vai participar de curso de educação racial e formação social na Central Única de Favelas do Rio Grande do Sul (Cufa-RS).

Autora dos insultos racistas, Patrícia teve sua casa incendiada e recebeu diversas ameaças. O objetivo da Cufa é “orientá-la socialmente e racialmente sobre os problemas e efeitos colaterais de atitudes racistas em nossa sociedade”.

Veja abaixo a nota da instituição.

NOTA OFICIAL

A CUFA RS informa que Patrícia Moreira, torcedora do Grêmio envolvida em ato racista contra o goleiro Aranha, a partir de 2a. feira fará parte da instituição, onde em um primeiro momento participará de um curso de educação racial e formação social.

No curso, Patrícia conhecerá bibliografias de autores como: Oliveira Silveira, Abdias do Nascimento, Elisa Lucinda, Nelson Mandela, Martin Luther King e Malcom X, além de publicações nacionais da CUFA, entre eles: Cabeça de Porco de Celso Athayde e MV Bill.

A instituição resolveu incorporá-la, pois mesmo envolvida em um ato racista durante uma partida de futebol, teve sua residência queimada, familiares espancados e diversas ameaças de morte.

Parte desse ônus estava recaindo sobre a comunidade negra e periferia gaúcha.

Nosso objetivo em tê-la na CUFA RS é orientá-la socialmente e racialmente sobre os problemas e efeitos colaterais de atitudes racistas em nossa sociedade.

A CUFA RS acredita que Patrícia Moreira, também é consequência de anos de descaso com a história e cultura negra. O não cumprimento da Lei 10.639 faz com que muitos jovens como Patrícia, não conheçam o valor da pele negra e sintam-se a vontade em proferir palavras racistas. A entidade entende também, que é de extrema importância que Patrícia responda por seu erro perante a justiça. Porém para nós é mais importante que ela adquira consciência e promova o respeito.

Coordenação Estadual
Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul


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