Fórumcast, o podcast da Fórum
15 de março de 2017, 10h24

Trabalhadores ocupam Ministério da Fazenda em protesto contra reformas de Temer

Cerca de dois mil agricultores, trabalhadores do movimento Via Campesina Brasil e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocuparam, logo nas primeiras horas desta quarta-feira (15), o prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A ação, em consonância com as manifestações que paralisam as capitais de todo o país, é contra as reformas trabalhista e da previdência propostas pelo governo Temer.

Cerca de dois mil agricultores, trabalhadores do movimento Via Campesina Brasil e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocuparam, logo nas primeiras horas desta quarta-feira (15), o prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A ação, em consonância com as manifestações que paralisam as capitais de todo o país, é contra as reformas trabalhista e da previdência propostas pelo governo Temer.

Da Redação com Informações do G1

Cerca de dois mil agricultores, trabalhadores do movimento Via Campesina Brasil e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocuparam, logo nas primeiras horas desta quarta-feira (15), o prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A ação, em consonância com as manifestações que paralisam as capitais de todo o país, é contra as reformas trabalhista e da previdência propostas pelo governo Temer.

Protesto

Por volta das 9h, pelo menos quatro ônibus trouxeram mais manifestantes para o ato, incluindo professores, que iniciaram um movimento de greve por tempo indeterminado também nesta quarta.

Mais cedo, o grupo espalhou cruzes em frente ao gramado em frente ao Congresso Nacional para simbolizar pessoas que vão morrer sem poder se aposentar, caso a reforma seja aprovada.

Às 9h27, os dois sentidos do Eixo Monumental estavam interditados, desde a Catedral até o Congresso Nacional. Com isso, houve repercussão no trânsito da área central de Brasília, gerando engarrafamento.

“A previdência é nossa. Ninguém tira da roça”, entoou um grupo de trabalhadores rurais na manifestação.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e área interna

“A nível nacional viemos participar desse ato público para impedir a destruição que essa PEC [Proposta de Emenda à Constituição] pode fazer no nosso sistema de trabalho e aposentadoria. Nossa greve começa hoje [nesta quarta] e a nível de Distrito Federal estamos reivindicando os 18% de perdas salariais com a suspensão dos aumentos prometidos”, afirmou a professora Helena Nascimento.

“O movimento de hoje acontece por um motivo simples: uma aposentadoria com 75 anos não é saudável. Como vamos trabalhar até lá? Quem se aposentar com essa idade vai fazer o quê na aposentadoria? As reformas devem vir de baixo, estruturais. Assim só o pobre sofre as consequências”, disse o estudante de Letras da Universidade de Brasília (UnB) Pedro Morais.

Propostas

A reforma da Previdência Social enviada ao Congresso Nacional prevê, entre outras propostas, estabelecimento de idade mínima de 65 anos para os contribuintes reivindicarem aposentadorias. Antes de enviar o texto ao Legislativo, o presidente Michel Temer apresentou as ideias a líderes partidários do Congresso.

Além de fixar uma idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres, as novas regras, se aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. De acordo com o governo, a única categoria que não será afetada pelas novas normas previdenciárias é a dos militares.

Pelas regras propostas pela gestão Temer, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos.

O governo federal estima que deixará de gastar cerca de R$ 740 bilhões em 10 anos, entre 2018 e 2027, com as mudanças propostas por meio da reforma da Previdência Social. Desse valor total, as mudanças no INSS e nos benefícios por prestação continuada (BPC) representariam uma economia de R$ 678 bilhões e, nos regimes próprios, de cerca de R$ 60 bilhões.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum