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08 de fevereiro de 2012, 19h13

Transexual candidata a deputada é presa por usar vestido curto no México

Deborah Álvarez, que é transexual e candidata a deputada federal no México pelo Partido Social-Democrata (PSD), denunciou nesta sexta-feira que foi detida pela polícia em Ciudad Juárez sob acusação de atentado à moralidade e ameaçada de morte.

Ativista da comunidade de transexuais, Álvarez afirmou que  estava com 30 colegas quando dois policias a prenderam sob argumento de que o seu vestido era provocante demais. Depois de responder que as leis municipais não a impediam de se vestir daquela forma, o policial se irritou e ameaçou "levantá-la".

O termo se refere a uma prática habitual do tráfico de drogas, que consiste em sequestrar uma pessoa para assassiná-la sem pedir qualquer tipo de resgate. "Ele disse que, se em 24 horas não saísse dali, me "levantaria"", afirmou.

Depois da ameaça, Deborah e as amigas foram à delegacia pedir explicações ao comandante que, segundo o agente, tinha dado ordem de deter mulheres "que andassem nuas". Segundo a candidata, a chegada dos advogados do PSD e das câmeras de televisão locais evitou que ela precisasse pagar fiança.

Álvarez afirmou que registraria ainda nesta sexta-feira uma denúncia por assédio e ameaça contra o agente que a deteve. Ela concorrerá a uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições de 5 de julho próximo.

Em 2006, Álvarez foi agredida por policiais. Na ocasião, os golpes provocaram o rompimento das próteses mamárias da candidata, que passou três semanas no hospital.

Confira o relato da candidata sobre o abuso policial

 


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