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08 de fevereiro de 2012, 19h13

Travestis e transexuais de São Paulo terão ambulatório exclusivo

Uma semana antes de ser realizada a Parada do Orulho Gay, que neste ano chega a sua 14ª edição, a Secretaria de Estado de Saúde inaugura hoje um ambulatório que atenderá somente travestis e transexuais. Será o primeiro ambulatório do Brasil a atender a esse público específico e contará com uma equipe especializada e preparada para lidar com as demandas dos grupos.

Para Alexandre Santos, presidente da Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis e Transexuais, a iniciativa pode ser um estímulo para que outras cidades também implantem ambulatórios para especializados para esse público.

“Em outros ambulatórios, alguns funcionários não sabem lidar com detalhes, como a questão do nome”, cita como exemplo de dificuldade que um travesti encontra no atendimento em um ambulatório comum. Mas a principal diferença será o atendimento médico, que contará com médicos habituados com o público, como urologistas e endocrinologistas especializados.

O ambulatório está localizado na Vila Mariana, Rua Santa Cruz, 81 e o atendimento ocorrerá de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h.

Parada Gay
Como já é tradição em São Paulo, a Parada do Orgulho Gay reunirá milhares de homossexuais e simpatizantes na Avenida Paulista. A expectativa da São Paulo Turismo (SPTuris). No ano passado, o ato trouxe turistas que chegaram a movimentar R$ 190 milhões.

Apesar da concentração no ato, a programação ainda inclui shows, intervenções culturais, performances e instalações audiovisuais. No dia 11 de junho será montada, no Vale do Anhangabaú uma Feira Cultural LGBT, das 10h às 22h, com show e performances. Também haverá cerca de 120 tendas de moda design, literatura, alimentação, informações e oficinas gratuitas, além do Flash, Festival de Diversidade na Música.

No dia 13, sábado, haverá a 7ª Caminhada Lésbica e Bissexual de São Paulo, com concentração a partir das 13h na Praça Oswaldo Cruz. A caminhada será contra a violência contra a mulher.

No dia da Parada, no domingo, um dos trios elétricos estará reservado somente para coletar assinaturas eletrônicas em apoio à aprovação do Projeto de Lei Complementar 122/06, que criminaliza atos discriminatórios contra homossexuais. O organizador Alexandre espera coletar pelo menos um milhão de assinaturas. A lei já foi aprovada no Senado e aguarda aprovação na Câmara.

Com informações do G1.


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