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08 de janeiro de 2020, 14h09

Trump reafirma que EUA não sofreram baixas no ataque e anuncia novas sanções ao Irã

Apesar de não ser mais clara a esse respeito, a declaração dá a entender que os Estados Unidos não pretendem reagir militarmente. Trump disse ainda que o general Qassem Soleimani, líder do exército iraniano que foi assassinado, treinava terroristas e “deveria ter sido executado há muito tempo”

Donald Trump (Foto: Reprodução)

Em pronunciamento realizado na Casa Branca nesta quarta-feira (8), o presidente estadunidense Donald Trump insistiu na informação de que os Estados Unidos não registraram nenhuma baixa após o ataque iraniano na noite anterior. “Houve apenas danos estruturais menores”, assegurou o mandatário.

A agência de notícias iraniana Fars divulgou na madrugada desta quarta-feira (8) que os ataques com mísseis às bases de Al-Asad e de Irbil deixaram pelo menos quatro militares estadunidenses mortos e outros quatro feridos, citando como fonte um “oficial do corpo de informações” da Guarda Revolucionária do Irã.

Apesar de não ser mais clara a esse respeito, a declaração dá a entender que os Estados Unidos não pretendem reagir militarmente ao ataque.

Contudo, haverá sim uma reação econômica: Trump afirmou que estuda o lançamento de um novo pacote de sanções econômicas ao país islâmico. “Vamos estabelecer novas sanções poderosas até que o Irã mude seu comportamento”, declarou o presidente estadunidense, que também disse que espera que “União Europeia, Rússia e China apoiem essa medida”.

Além disso, Trump voltou a justificar a ação da semana passada, que resultou no assassinato do general Qassem Soleimani – provocando a resposta iraniana desta terça. Segundo o mandatário norte-americano, o líder militar iraniano treinava terroristas e “deveria ter sido executado há muito tempo”.

Trump concluiu seu pronunciamento com declarações que não escondiam os objetivos eleitorais, especialmente ao criticar o Partido Democrata e Barack Obama, afirmando que o acordo nuclear que seu antecessor fez com o Irã é “o principal responsável pela situação atual”, ao afirmar que “permitiu que eles avançassem em seu apoio ao terrorismo”.

Finalmente, ele ofereceu um acordo de paz ao Irã: “queremos desenvolver a paz com o povo iraniano, e ajudar esse país a desenvolver melhor suas potencialidades”.

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