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18 de setembro de 2009, 11h51

Unegro diz que crítica ao Estatuto da Igualdade Racial é oportunista

O projeto do estatuto aguarda apreciação do Senado e seus proponentes esperam que seja aprovado e sancionado pelo presidente Lula até Dia da Consciência Negra.

O projeto do estatuto aguarda apreciação do Senado e seus proponentes esperam que seja aprovado e sancionado pelo presidente Lula até Dia da Consciência Negra.

Por Redação

Brasília – Há, no debate de lideranças contrárias ao texto do Estatuto da Igualdade Racial, aprovado pela Comissão Especial de Parlamentares da Câmara, pessoas com interesses inconfessáveis, e que de forma oportunista, se colocam contra apenas para manter seus espaços e dos seus projetos.

Quem diz isso é o coordenador geral da UNEGRO (União de Negros pela Igualdade), o historiador Edson França, para quem essas pessoas (a quem ele não nominou) “perdem espaço à medida que avança a luta pela igualdade racial no Brasil”.

“É puro oportunismo. Prá essa gente seria bom esticar a corda desse Estatuto. Vão falar o que agora?, pergunta. O projeto do Estatuto (PL 6264/2005) já está no Senado para ser apreciado. A expectativa do ministro chefe da Seppir, Edson Santos, e da base governista que o aprovou, é que seja aprovado pelo Senado a tempo de ser sancionado pelo Presidente Luis Inácio Lula da Silva, no dia 20 de Novembro – Dia Nacional da Consciência Negra.

Oportunismo
Segundo França, há, por parte, dos críticos, além do oportunismo e da preocupação em manter um discurso para agradar fontes financiadoras de projetos, uma total incompreensão dos avanços que tem ocorrido no Brasil. “Nós não vivemos numa redoma. Olhem o que acontece no mundo. O Brasil avançou nessa questão, é uma referência para o mundo. O que querem é manter lá fora a onda denuncismo da discriminação no Brasil”, salienta.

O coordenador geral da UNEGRO acrescenta que, justificar a posição contrária ao Estatuto aprovado ao fato de deputados do Partido Democratas (DEM), ligados a bancada ruralista, terem participado do acordo é, no mínimo, ignorar como se processa o debate parlamentar. “Ora, não é porque o DEM participou do acordo, que o Estatuto deixou de ser um avanço”, finalizou.

Com informações da Afropress.

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