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08 de fevereiro de 2020, 17h04

Vestiram a carapuça: Delegados da PF criticam Paulo Guedes por “nutrir ódio contra agentes públicos”

Associação dos Delegados reagiu contra a declaração do ministro com comunicado repudiando não só o termo usado, como também o que considera ser “uma estratégia sistemática de apontar os servidores públicos como culpados dos problemas nacionais”

Brasão da Polícia Federal (Reprodução)

A declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, expressando claramente a ideologia do governo de Jair Bolsonaro, ao classificar os servidores públicos como “parasitas”, parece ter feito alguns profissionais lembrarem que eles também são servidores públicos.

Por exemplo, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal reagiu furiosamente contra a opinião de Guedes. Neste sábado (8), a entidade soltou um comunicado em repúdio não só ao termo usado pelo ministro, como também o que considera ser “uma estratégia sistemática de apontar os servidores públicos brasileiros como culpados dos problemas nacionais, silenciando sobre as causas verdadeiras, bem como a de difundir notícias inverídicas a respeito”.

A nota dos delegados também diz que “qualquer manual básico de gestão consideraria a declaração do ministro como assediante e desestimuladora. Trata-se de uma verdadeira tragédia acompanhar reiterados ataques daquele que deveria estimular o bom funcionamento da máquina pública. Paulo Guedes, com suas falas, parece nutrir ódio crescente pelos agentes públicos. E com ódio nada se constrói”.

A declaração de Guedes, realizada na manhã de sexta-feira (7) foi dada em meio ao seminário Pacto Federativo, na FGV (Fundação Getúlio Vargas), e foi efusivamente aplaudida pelo público (conformada por economistas, grandes empresários e representantes do mercado).

Em sua apresentação, o ministro defendeu a reforma administrativa que pretende promover, dizendo que “o funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo. O cara (funcionário público) virou um parasita e o dinheiro não está chegando no povo”.


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