Vídeo: homem grava perseguição racista de seguranças da rede Assaí Atacadista

Em determinado momento, o denunciante e seus amigos, já na fila para pagar as compras, são cercados pelos seguranças

Por meio de suas redes sociais, Yagoh Jesus, homem negro que vive no Rio de Janeiro, postou um vídeo onde é possível observar que Ferreira e seus amigos são perseguidos por seguranças da rede atacadista Assaí.

Em determinado momento do vídeo, quando Yagoh Jesus e seus amigos já estão na fila do caixa para pagar as compras, eles chegam a ser cercados pelos seguranças.

É possível escutar alguns dos seguranças reclamarem da filmagem. Nas redes sociais da Assaí Atacadista não há qualquer menção ao caso.

Procurada pela reportagem da Fórum, a rede atacadista pediu desculpas à vítima e informou que abriu uma investigação interna.

Abaixo, confira o vídeo feito por Yagoh Jesus e, na sequência, a íntegra da nota do Assaí sobre a denúncia.

Nota do Assaí

O Assaí pede desculpas a Yagoh e aos demais clientes que se sentiram ofendidos no vídeo e informa que, ao tomar conhecimento da denúncia nesta quinta-feira, 14 de janeiro, abriu imediatamente uma investigação interna para apurar a denúncia. Faz parte desse processo o contato com o Yagoh (o que já está sendo feito) para contribuir na apuração e compartilhar o andamento das investigações, reforçando a transparência e o respeito com o cliente. As pessoas gravadas no vídeo fazem parte do time interno de fiscais (não são seguranças) cuja função é circular internamente para garantir a correta execução dos procedimentos operacionais e não são orientados ou recebem qualquer instrução diferente. A empresa ressalta que as práticas relatadas pelos clientes são condenadas em seus manuais de processos internos e todos os colaboradores recebem formação contínua sobre diversidade, combate à discriminação e promoção dos direitos humanos. Para quaisquer condutas inadequadas, contrárias ao nosso Código de Ética ou que infrinjam essas políticas, o Assaí mantém um canal de ouvidoria para denúncias, garantindo o anonimato do denunciante. Concluído o processo interno de investigação, se comprovada qualquer atitude contrária aos princípios e normas da empresa, as providências necessárias serão tomadas imediatamente.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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